Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

TEIA DIGITAL

Sem interesse. “Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém.” (Nelson Rodrigues).

e-CAC. A Delegacia da Receita Federal em Porto Velho realizou, ontem, em parceria com o CRC, SESCAP, FIERO, FECOMÉRCIO e o SEBRAE, quinta-feira, às 14 horas, no auditório da OAB/RO, uma palestra onde foram apresentados os serviços disponíveis no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte – e-Cac, localizado no sítio da Receita Federal na internet. O público alvo foram os contabilistas, empresários e contribuintes que utilizam com freqüência os serviços da Receita Federal e foi ministrada pelo contador Ronaldo Hella, Presidente do SESCAP. O e-CAC promove uma inovação no atendimento virtual ao cidadão proporcionando agilidade e comodidade para o contribuinte, evitando deslocamentos, diminuindo filas e ampliando o tempo disponível para um atendimento eficiente e com qualidade. O contribuinte tem a seu dispor todos os serviços oferecidos no sítio da Receita Federal, 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive serviços que antes não podiam ser disponibilizados no sítio da Receita, pelo fato das informações serem protegidas por sigilo fiscal. Com o advento do e-CAC alterou-se radicalmente esse cenário, pois a tecnologia utilizada no sítio – a Certificação Digital – possibilita a identificação de forma segura e irrevogável do contribuinte que, pode assim, acessar as suas informações pessoais e utilizar os serviços com garantia total da integridade dos seus dados.

Pisada de bola. Embora adotando medidas pró-liquidez e um discurso positivo e tranqüilizador respaldado na assinatura, pelo presidente Lula, de Medida Provisória que autoriza os bancos públicos a comprar ações de bancos privados, a fala do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acabou sendo um desastre. Ao dizer que a medida não indica quebra iminente de algum banco privado sendo apenas mais uma iniciativa que visa a garantir a liquidez do mercado - no caso, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica comprariam ações de instituições financeiras com problemas de liquidez, acabou por gerar inquietação no mercado. Tanto que a insegurança gerou perdas substanciais. Os papéis de todos os maiores bancos brasileiros (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Unibanco) caíram mais de 11% na quarta-feira. Quem fala demais...

Não oficial. O problema real é que, ao criar por medida provisória, a possibilidade da compra de bancos pelo BB ou pela Caixa o governo, no fundo, acena com o fato de que existem bancos em má situação. Oficialmente o Banco do Brasil nega que haja movimentação neste sentido, mas, não oficialmente se comenta que existem estudos para compra de cinco bancos menores.

Ufa! Alívio geral. Os bancos voltaram à normalidade, com exceção da Caixa Econômica, que, mesmo assim, registrou a volta da imensa fila diária na sua porta.

Terrível. Por conta da bela idéia dos gênios da Prefeitura a Carlos Gomes, ontem, pro volta das oito da manhã, já recebia, pelo menos, 20% a mais de trânsito. O engarrafamento começava pelo demorado semáforo da rodoviária que engarrafou o trânsito até à Vieira Caúla. A questão é que, com o anúncio da mão única da Calama parte de quem vem dos bairros passa a utilizar o caminho Vieira Caúla/Carlos Gomes complicando ainda mais o trânsito. E os comerciantes da Calama estão cada dia mais revoltados. Para muitos deles, a medida significa, na prática, a redução de vendas e risco para o seu negócio, principalmente os que dependem do fluxo de tráfego.

Contagem regressiva. Os dias para a inauguração do Porto Velho Shopping vão passando celeremente e a agitação e os trabalhos para seu início de funcionamento correm também. O local parece um formigueiro.

Em alta. Sem dúvida de parabéns o Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de Rondônia-SIMPI-RO que obteve o primeiro lugar na primeira edição do Prêmio Telecentros de Informação e Negócios (TINs) promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O prêmio concedido somene a três das unidades que melhor se destacaram em projetos de capacitação e gerenciamento na Rede TINs do país é, sem dúvida, uma honra para Rondônia e recompensa o trabalho social desenvolvido pelo SIMPI. A primeira colocação, é claro, não é sem merecimento e sem trabalho.

Eleições Corecon. Ontem, na sua sede, houve as eleições no CORECON-RO, o conselho regional de economia do Estado, para eleger 1/3 de Conselheiros e o Delegado Eleitor ao Colégio Eleitoral do COFECON. O economista Oldegar Carlos Denny, com a competência de sempre, dirigiu os trabalhos eleitorais.

Último feriadão. Com o anúncio de que na segunda feira os serviços públicos não funcionarão alcançamos, efetivamente, o último grande feriadão do ano, de vez que dia de finados será num domingo.

Tudo parado. As obras da Vieira Caúla, que se tornam cada vez mais necessárias com a mudança do trânsito na Calama, estão em ponto morto. Já tem gente pedindo eleição de seis em seis meses.

CNTU. Aconteceu ontem, às 17h, no gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, a Solenidade de entrega da Carta Sindical da Nova Confederação Nacional dos Trabalhadores Universitários Liberais (CNTU). A CNTU que é uma Entidade Sindical Nacional de 3º Grau foi fundada em 26 de dezembro de 2006 pela Federação Nacional dos Economistas (FENECON), Federação Nacional dos Engenheiros e Federação Nacional dos Nutricionistas. O economista e presidente da FENECON, Edson Roffé, faz parte da diretoria da CNTU e esteve presente juntamente com seus diretores e o presidente do COFECON, Pepeu Garcia.

Bom-senso. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao receber em audiência o governador Cassol, o senador Expedito Júnior e deputados estaduais, reafirmou sua disposição de manter os moradores da Floresta do Bom Futuro, no Alto Ariquemes (RO). Minc disse aguardar um parecer da comissão criada entre o ministério, o INCRA e o governo do Estado para analisar as condições da Floresta e da população na área. Para ele, “Essa floresta já não é mais reserva. Há 10 escolas e 10 igrejas criadas pela população”, reconheceu. Também para Carlos Minc, não há como retirar mais de cinco mil famílias que vivem na Bom Futuro. Em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado, no dia 8 passado, Minc já havia reconhecido que se removesse os moradores da área poderia haver um “desastre ambiental e social. É o mínimo de bom-senso que, aliás, continua em falta na questão de União Bandeirantes que é um caso pendente de solução e no qual, inclusive, fizeram a retirada de famílias de lotes com imensos prejuízos econômicos e sociais.


Ilustração: http://www.escribiresvivir.com/wp-content/uploads/2007/02/adultera.jpg

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