quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

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Desperdício. “Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço”(Carl Sagan).

Violência em queda. A Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana-Ritla divulgou o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008 mostrando uma queda no índice de assassinatos no Brasil, pois 50.980 pessoas foram assassinadas, em 2003, número que caiu, em 2004, para 48.374, depois levemente para 47.578 em 2005 e para 46.660 em 2006. Uma avaliação do diretor-executivo da Ritla, Jorge Werthein, atribui a queda no número de homicídios à campanha do desarmamento e políticas focadas na juventude. De 1996 a 2003, antes da queda provocada pela entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, o número de homicídios cresceu 22% na população em geral e 50% entre os jovens. De 2004 a 2006, a queda na população total foi de 5,8% e entre os jovens, de 13%. No entanto é um número muito alto ainda mais quando se sabe que a violência cresce onde o Estado falta. O fato é que o número de assassinatos no país, numa comparação, somente tem similar em países em guerra. Portanto, não há muito o quê comemorar, principalmente para nós de Porto Velho e de Rondônia.

Na zona de perigo. È que o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008 mostra que 10% dos municípios brasileiros (556) concentram, em termos de Brasil, 73,3% dos assassinatos, em 2006. Entre os 52 municípios de Rondônia nada menos que 19 deles estão entre os 10% mais violentos do país quando se trata de assassinatos que são medidos por mil habitantes. Quem aparece, em primeiro lugar no Estado de Rondônia, apesar da pequena população de pouco mais de 6 mil pessoas, é Chupingaia com uma taxa média de 85,9 por mil, o 14° em violência no país em número de homicídios, seguido de Buritis, 23° lugar no país, taxa média de 80,7; depois 48° lugar no país, Porto Velho com taxa média de 68,4 por mil; o 61° e 62° lugar no país são ocupados por Ariquemes, 63,8 e Machadinho do Oeste, 63,7 por mil. Em 67% aparece Campo Novo de Rondônia, com 61,7 que estão entre os cem mais violentos. Os municípios mais violentos de Rondônia representam apenas 36,5% do total de municípios e somam 53,3% da população do Estado, mas responderam, em conjunto, por 79.6% dos homicídios estaduais.

Caso de polícia. Antigamente eram os problemas sociais, mas, hoje, é o desmatamento na Amazônia que virou caso de polícia. Sem capacidade de solucionar os problemas que criou o governo prioriza a operação de vigilância armada sobre a Amazônia, que se suipõe será desencadeada dentro de uma semana. Segundo se comenta a Polícia Federal já mandou para locais estratégicos da Amazônia centenas de policiais. Vão se juntar a integrantes da Força Nacional de Segurança Pública e Polícia Rodoviária Federal, num total de 780 homens, que vão fazer a maior mobilização realizada pelo atual governo para conter o avanço do desmatamento na Amazônia. É um carnaval midíatico:muita movimentação e pouco resultado. De um lado, como as informações são manipuladas, não há fontes confiáveis de comparação. De outro a experiência ensina que quando o gato aparece o rato vai comer queijo em outras paragens.

Crédito ainda em alta. A Febrabran, federação que congrega os bancos, anunciou que o volume das operações de crédito em 2007 totalizou R$ 932,3 bilhões ou 27,3% a mais que em 2006. Este expressivo crescimento do volume de crédito foi acompanhado por reduções das taxas dos empréstimos, ampliação dos prazos de financiamento e da base de tomadores. O cenário macroeconômico com expansão da economia, inflação sobre controle e reduções da taxa básica de juros contribuiu para incentivar a concessão e a tomada de recursos no mercado de crédito no ano passado. Como percentual do PIB, o volume de crédito encerrou o ano em 34,7% e é o maior percentual em relação ao PIB desde maio de 2005.Para 2008, a expectativa é que o volume de crédito cresça cerca de 20%, segundo a última Pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado realizada pela FEBRABAN em dezembro de 2007. A projeção para a expansão da carteira de crédito para pessoas físicas é de 25,7% e para a carteira de pessoa jurídica, a previsão de crescimento é de 19,5%.
Site da Ancar. Com suas obras caminhando em ritmo normal e suas lojas quase totalmente vendidas a grande novidade é o novo site do Porto Velho Shopping (www.pvshopping.com.br) que permite a visualização das obras e do projeto, entre outras facilidades, incrementando, ainda mais, o interesse do varejo local pelo shopping. O projeto da Ancar se destina a ser um grande sucesso.

Banda pronta. De acordo com o Manelão, o “General da Banda”, já está tudo pronto para o desfile da banda Vai Quem Quer 2008. Como já é tradicional no sábado de carnaval à tarde se inicia o desfile que, este ano, tem a expectativa de superar todos os carnavais passados. A promessa de Manelão é fazer o melhor de todos os tempos.

Na contramão. Não há lógica alguma que justifique o aumento das reservas do país pela compra de dólares, um ativo que se sabe com tendência à queda. Quem também afirma isto, e até muito mais, num estudo é o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada-Ipea que aponta que já passou da hora de o Banco Central de comprar reservas. Sugere, ainda, que os níveis de reserva no País chegaram a um nível excessivo. O estudo mostra que, se o objetivo das reservas era de defender o Brasil contra crises, o nível alcançado em setembro de 2007, de US$ 162,9 bilhões (hoje já ultrapassou US$ 186 bilhões, mas o estudo refere-se a 2007), "não se justifica, é excessivo". Naquele momento, segundo ele, o nível considerado "ótimo" de reserva, de acordo com modelos econômicos estudados, estaria no intervalo entre US$ 50 bilhões e US$ 90 bilhões, ou seja, haveria um "excesso" de pelo menos US$ 70 bilhões nas reservas acumuladas no Brasil no final do ano passado. Qual a razão o BC não explica.

Não foi lá muito bom. Embora se cantem loas sobre o crescimento no ano passado a divulgação de que o segmento supermercadista brasileiro encerrou 2007 com um aumento real de 5,92% nas vendas coloca as coisas numa perspectiva mais correta. Embora o ano passado tenha sido, para o setor, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados-Abras, o melhor desempenho dos últimos cinco anos este não se deu de forma uniforme para todas as empresas com as maiores e as mais modernas tendo ganhos que a média das empresas não tiveram. Assim, em termos nominais, o crescimento foi de 9,8%, mas houve uma expansão real de 4,47% nas vendas no mês final do ano passado em comparação com dezembro de 2006. Na avaliação da entidade, o desempenho registrado se deve ao aumento da renda e do emprego, além da farta oferta de crédito ao consumo.

Novo comando. O presidente do PCdoB de Rondônia, Manoel Néri, esteve reunido com a diretoria do partido e pediu licença do cargo, por um período de seis meses. Ele explicou que não está conseguindo conciliar sua agenda de presidente do Conselho Federal de Enfermagem-Cofen com as tarefas partidárias. Como se sabe a sede do órgão de Enfermagem é sediado no Rio de Janeiro (RJ), além de que Manoel Néri, por força de suas obrigações, tem viajado por todo o país, prejudicando sua presença em Rondônia. Por este motivo, o vice-presidente do diretório estadual do PCdoB, Júlio Olivar, assumiu, interinamente, a função de presidente, até o final do mês de julho de 2008.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

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Talento. "Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem duma simples mancha amarela, o sol." (Pablo Picasso).

Palestra do Sipam para TCEs. O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia promove no dia 11 de fevereiro uma reunião de todos os Tribunais de Contas dos Estados amazônicos que será uma espécie de encontro preliminar sobre a participação de cada um deles no Painel Amazônico, a ser realizado dia 27 de maio como tema central do programa dos 25 anos de instalação do TCE-RO. Afirmou o presidente do TCE-RO conselheiro José Gomes de Melo que, no encontro preliminar, será definido o que cada um dos Tribunais de Contas da região estará apresentando no Painel Amazônico que terá, ainda, participação de órgãos como o Sipam, Ibama, Sedam e Batalhão Ambiental da Polícia Militar. Já está acertado que o Sipam, na reunião programada para dia 11, vai realizar uma palestra abordando o tema “Ferramentas do Sipam para o Monitoramento Ambiental” e no dia 14 seus especialistas vão explicar aos técnicos do TCE-RO seus programas com mais detalhamento. Segundo o presidente José Gomes de Melo comentando o assunto: "Tenho certeza de que, com parceria que estamos propondo com os órgãos ambientais, vamos poder desenvolver melhor o programa de auditoria do setor e assim podermos cumprir melhor nossa finalidade e, também, oferecer ao país uma imagem mais positiva de Rondônia".

Outro que chiou. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, também não gostou nada das críticas da ministra Marina Silva e dos númeors divulgados sobre o desmatamento de Mato Grosso tanto que sugere ao governo uma revisão nos números sobre o desmatamento na Amazônia. No seu entender o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-Inpe que já admitiu erro nos números referentes a um período do ano passado, pode ter errado também em anos anteriores. "Será que os números que nós divulgamos até hoje são corretos? Temos mesmo 17% da Amazônia ocupados? Acho que o correto é rever tudo". Inclusive se colocou contra a divulgação apressada dos números propondo que, daqui para a frente, os números levantados pelo Inpe sejam confrontados com aqueles apurados pelos Estados. "Para evitar o que houve, acho que os dados que os Estados e o Inpe têm devem ser compartilhados previamente. Às vezes, as metodologias usadas são conflitantes." O governador admitiu que ficou "muito desconfortável" com a divulgação dos números com crescimento nas áreas desmatadas no Estado. "Todos os indicativos que tínhamos apontavam numa direção oposta", afirmou. Como exemplo, citou que áreas abertas há muito tempo, já incluídas em estatísticas anteriores, voltaram a serem consideradas como desmatamento recente. "Não vou aceitar que o Mato Grosso fique numa estatística que não está correta."Para Maggi, a checagem feita pelos técnicos nas áreas indicadas pelo Deter entre abril e setembro de 2007 mostra que mais de 80% delas são desmatamentos antigos. Sua suposição é a de que a divulgação dos números faz parte de uma briga entre os ministérios pelo Orçamento da União, que ficou reduzido em razão do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira-CPMF. "Como o dinheiro da CPMF vai ter que ser cortado de alguém, de quem tem mais problema não corta", disse, numa referência ao Ministério do Meio Ambiente. "Não estou afirmando que é isso, mas pode ser." De qualquer forma não quer pagar o pato.

Briga de versões. Já em Rondônia, depois que o governador, Ivo Cassol, partiu para dizer que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, faz um discurso mentiroso e demagógico quando aponta quatro municípios do Estado como responsáveis pelo aumento do desmatamento no Brasil e fez uma série de críticas contra o Ibama, a quem acusa de tratar os madeireiros como bandidos, "na tentativa de inviabilizar o setor, talvez para voltar ao tempo das falsificações das guias de Autorização de Transporte de Produtos Florestais (ATPFs)" quem se manifestou para defender a ministra e o governo federal foi o diretório do PT que diz que o governo do Estado “não se importa com a imagem negativa da Rondônia”. A briga promete até porque, de fato, é possível que o Estado tenha suas culpas, mas a União não fica atrás. Sua omissão em relação à Amazônia é histórica, mas os equívocos na política do atual governo também são lamentáveis. Basta ver a questão dos erros de dupla contagem de desmatamento do INPE. Como confiar nos seus dados depois de um erro tão crasso?

Cresce a intenção de compra. Os maiores prazos de pagamento e a redução das taxas de juros mantidas pelo comércio deve manter crescente a intenção de compra dos consumidores no primeiro trimestre de 2008, na comparação com o mesmo período do ano passado- este é o resultado mais importante da pesquisa do Provar-Programa de Administração de Varejo da FIA-Fundação Instituto de Administração, pois 56,6% dos 500 entrevistados pretendem realizar compras de itens duráveis entre janeiro e março de 2008. No mesmo período do ano passado, a intenção de levar para casa um desses artigos foi de 45,2%. Na comparação com os três últimos meses de 2007, porém, como é de se esperar, o resultado do trimestre deve ficar um pouco abaixo em razão do período Natal – a melhor data para o varejo. No último trimestre de 2007 a intenção de comprar, pelo menos, um item durável registrou alta de 61,2%.

A volta. Como o presidente da Câmara Municipal, vereador Hermínio Coelho, recebeu a notificação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para empossar o suplente de vereador, Silvio Gualberto, (PSB), que assume a vaga do ex-vereador, David Erse (PC do B) cassado por infidelidade partidária, a Câmara Municipal de Vereadores de Porto Velho deve, hoje, inicialmente marcado para as 9:00 dar posse ao novo vereador.

Má notícia. A incerteza quanto aos rumos da economia norte-americana que é consumidora de muitos produtos japoneses, sem dúvida, contribuiu para a forte queda da Bolsa de Tóquio na última segunda-feira quando o índice Nikkei encerrou com queda de 3,97%. Para o economista Tetsufumi Yamakawa, do banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs "parece altamente provável que a expansão da economia japonesa, que dura quase 70 meses desde o início de 2002, tenha chegado ao fim e que entrou em recessão". Não ajuda nada, mas tende a atrapalhar um bocado este tipo de análise na medida em que a economia japonesa passa também a ser objeto de preocupação.

Limpeza da área. Mesmo sob protestos, pneus e barracos queimados e ameaças de greve de fome não teve perdão: a polícia limpou a área invadida da Candelária. A Polícia Militar terminou no início da tarde de ontem a operação de desapropriação do terreno da Prefeitura, ocupada há um mês por 115 famílias do Movimento Nacional de Luta pela Moradia. Depois da trégua de duas horas pedida pelos ocupantes, a Polícia concluiu a desapropriação sem maiores incidentes. Antes de levantar acampamento, os ocupantes atearam fogo aos barracos como sinal de protesto e ostentavam faixas e cartazes em que chamavam o PT de “partido do prefeito traidor” e prometeram se mobilizar contra a Prefeitura de Porto Velho.

Ricos, crianças e adolescentes vêem menos TV. Um estudo do Ibope mostra que o consumo de TV aumentou em 2007, mas muito pouco. Em 2007 cada brasileiro permaneceu 5 horas, 5 minutos e 52 segundos com o televisor ligado, ou seja, apenas 1min06s a mais do que em 2006. O ritmo do crescimento do uso da TV já havia desacelerado em 2006, após aumento de mais de meia hora de 2001 a 2005. A novidade, entretanto, é que o brasileiro das classes A e B viu menos TV em 2007 do que em 2006. É a primeira vez desde 2001 que o consumo diário de televisão cai em um segmento econômico. Segundo o levantamento do Ibope a audiência da TV sofreu redução entre crianças de 4 a 11 anos (menos 1min58s por dia) e adolescentes de 12 a 17 anos (menos 3min35s). Cresceu espantosos 17min35s entre jovens de 18 a 24 anos, mas caiu entre os adultos de 25 a 34 anos (menos 5min09s) e de 35 a 49 anos (menos 5min31s). E aumentou 5min47s entre as pessoas com mais de 50 anos, único segmento etário que havia se retraído no ano anterior. A queda entre os mais ricos e entre crianças e adolescentes, embora sem pesquisa adequada que explique, parece indicar que as pessoas estão desligando seus televisores ou para se dedicar mais à Internet ou a outras atividades.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

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O segredo. “Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!” (Mario Quintana).
Congelados. Não é bem assim, mas não deixa de ser uma espécie de congelamento o que aconteceu 13 parlamentares brasileiros que, desde a última sexta-feira, foram impedidos por frentes frias de voltar ao Brasil de uma expedição oficial à Antártica. Se o tempo melhorar o grupo, que chegou à Antártica na última quinta-feira, já deve ter voltado, mas os parlamentares tiveram que conhecer melhor o trabalho dos cientistas brasileiros que trabalham na Estação Comandante Ferraz à força e com prejuízo dos compromissos de ontem e hoje. Entre os congelados está o deputado federal Moreira Mendes do PPS de Rondônia. Uma coisa é certa: o clima de Porto Velho parece uma maravilha para quem entrou numa fria destas!
Na mosca. O jornalista Hélio Fernandes, em sua coluna de ontem na Tribuna da Imprensa, discorreu sobre o desmatamento evidenciando o que é óbvio: o governo brasileiro nunca teve política pública para a Amazônia. Em seguida, examinando os discursos em luta, afirma que “Pecuaristas ou agropecuaristas. Plantadores e exportadores de soja. Madeireiros. Sem querer livrar ou salvar os outros dois grupos, todas as evidências recaem sobre os madeireiros”. Aqui erra. Não tem como saber que são os milhares de pequenos agricultores que, num trabalho de formiguinhas com moto-serras acabam com a floresta ( e a culpa é mesmo do governo que os colocou lá e não regulariza a situação fundiária da Amazônia). No entanto é certeiro quando coloca uma foto da ministra Marina Silva com a seguinte legenda “5 anos perdidos num ministério importante. Agora que Lula resolveu que ele é que decidirá, por que não aproveita e troca de ministro?”.
Não acerta uma. Engraçado (ou triste) é que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, nas suas críticas ao desmatamento, se apóia em tese do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, de que o desmatamento segue a flutuação do mercado de commodities, especialmente carne e soja. Ou seja, o desmatamento diminui ou cresce de acordo com o comportamento das commodities. Em suma foi a queda do preço das commodities nos últimos anos, é o que diz o estudo do Imazon, que ajudou a controlar a derrubadas. Da mesma forma, a recuperação do mercado teria impulsionado a retomada do desmate em 2007. Traduzindo: sua política de meio ambiente não tem, realmente, nenhuma importância. É uma defesa que é pior do que todas as acusações que lhe possam ser feitas.
Quem garante os números? Que há um desmatamento muito grande ninguém duvida, mas, a questão também é a de que não há políticas públicas e as que existem impedem as pessoas e empresas de ter atividades legalizadas. Quem for mexer, na Amazônia, com uma simples marcenaria verá as dificuldades disto. Sem contar que há uma orquestração internacional e de ONGs que vivem de fomentar o sensacionalismo sobre o desmatamento com ajuda de setores da administração pública. Por exemplo, os números divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-Inpe em outubro sobre o desmatamento na Amazônia estavam errados. Os dados eram de que a taxa de derrubada da floresta havia aumentado 8% nos meses de junho a setembro em comparação com o mesmo período de 2006 - incluindo um aumento explosivo de 600% dos índices em Rondônia. A área desmatada de fato, porém, foi bem menor do que o divulgado. “Erramos”, disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. Segundo ele, houve dupla contagem de áreas desmatadas que já tinham sido detectadas pelo sistema Prodes e foram de novo computadas pelo sistema Deter - os dois programas de monitoramento por satélite da floresta. “Erramos e corrigimos. Os números (divulgados em outubro) não têm mais validade.” Em Rondônia, o desmatamento foi bem menor do que o divulgado. Em agosto, foram derrubados 54 km² de floresta, e não 179 km² (o que, de qualquer forma, é um desastre). Porém, em setembro, o número foi corrigido de 295 km² para 84 km². Todos os outros Estados da Amazônia também tiveram desmatamento menor do que o divulgado em outubro. O novo relatório não faz uma comparação com os meses de 2006. Por quê? Há!Há! Há! Aqui, em relação ao desmatamento, vale o Axioma de Ricupero ao contrário: “O que é ruim a gente mostra o que é bom a gente esconde”.
Clareando a questão. A defesa feita do segmento agropecuário pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil-CNA, que repudia totalmente a criminalização do setor, tem o grande mérito de recolocar as coisas nos seus lugares em primeiro lugar por recordar que "o grande proprietário de terras na região é o próprio governo federal, detentor de 76% das áreas na Amazônia Legal, devendo a este o ato de cuidar de suas próprias terras" e, em segundo lugar, por deixar claro o papel das grandes siderúrgicas e dos pequenos produtores que, em conjunto com o governo, por omissão e fiscalização impeditiva das atividades legais, infelizmente, são os grandes responsáveis pelo desmatamento. Os plantadores de soja, pecuaristas e madeireiros, na grande maioria dos casos, lucram com a depredação, porém, não participam dela diretamente. São, por assim dizer, os grandes beneficiários, pois compram ou usam terras e insumos já de segunda mão.
Há males que vem para o lucro. A Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança-Abese divulgando que o segmento de segurança eletrônica obteve uma receita de US$ 1,2 bilhão em 2007. A previsão, para 2008, é também otimista na medida em que se estima um crescimento de 15%. Os motivos apontados para este otimismo deriva da falta de investimentos do Estado em segurança pública o que leva a uma crescente preocupação da população em proteger suas residências e empresas. A desvalorização do dólar facilitando as importações de materiais eletrônicos e componentes também colabora para melhoria dos sistemas sem aumento dos custos dos equipamentos de monitoramento de imóveis e vias públicas.

Estimativas da inflação. O Boletim Focus estima que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar a 4,35% em 12 meses (de 25 de janeiro de 2008 a 25 de janeiro de 2009), contra 4,31% da previsão anterior. O boletim reúne estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia pesquisadas todas às sextas-feiras. Para 2008, a projeção para o índice que serve de parâmetro para as correções oficiais continua em alta e deve ficar em 4,45%. A previsão do IPCA para janeiro é de 0,60%. A projeção da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas-FGV para este ano é de 4,79%. Para o período de 12 meses, a estimativa também está em alta de 4,56%. Para janeiro o índice tem uma previsão de 0,78%.

domingo, 27 de janeiro de 2008

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Vida, minha vida. "Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder a classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito maravilhosa para ser insignificante". (Charles Chaplin).

Sacada. O José Carlos Sá, da coluna Banzeiros, é um analista arguto das coisas. Bom mineiro, muitas vezes, fica calado no seu canto e só falta um cigarro de palha para me parecer típico, inclusive porque gosta de se alhear do mundo, vez por outra, para clarear as idéias. È dele a frase definitiva sobre a enganação de ONGs e grupos ambientalistas: “Se somarem toda área que dizem ter sido desmatada, não era para ter uma árvore em Rondônia”. Nada mais esclarecedor. Em 1978, por exemplo, já diziam que, em 2000, do jeito que estavam desmatando a floresta estaria acabada. E fizeram um carnaval, mundo afora, com o vídeo da BBC “A Década da Destruição”. Só que, até hoje, ninguém explica porque o governo federal destruiu o Planafloro, o zoneamento econômico ecológico de Rondônia, com uma penada depois de ter gasto milhões para fazê-lo. E que não se diga que não deu certo. Basta ver que com toda a fiscalização que fazem, hoje, não conseguiram sequer manter os índices de desmatamento do passado. Mas, como o governo quer que respeitem as leis, se são os primeiros a desrespeitar?

Não cresceu. Por mais que se seja a favor da preservação do meio ambiente não se pode deixar de dar razão ao governador Ivo Cassol quando reage contra as informações equivocadas as divulgadas na mídia nacional de que Rondônia ocupa o terceiro lugar no ranking de desmatamentos no país. Estas informações diz Cassol que foram repassadas ao Ministério do Meio Ambiente, através do Ibama de Rondônia. Baseada nelas a ministra Marina Silva afirma ter havido um crescimento da agropecuária e da agricultura em Rondônia, mas o governador diz que “Boa parte das declarações da ministra não é verdadeira. A ministra não conhece o estado pra dizer que a agropecuária e agricultura cresceram, pelo contrário, o crescimento desses setores é o mesmo de dois anos atrás. Se formos fazer uma comparação com os anos anteriores, desde quando assumimos o governo do estado, o desmatamento diminuiu em mais de 50%. O que não vamos aceitar é que sejamos cobaias do sistema. Existe desmatamento? Existe, mas acontece em áreas que é do governo federal e a responsabilidade é do Incra”, criticou Cassol desabafando.

Outra versão. O governador prometeu divulgar os dados que estão sendo colhidos pelos fiscais da Secretaria Estadual do Meio Ambiente-Sedam sobre o desmatamento no Estado para fazer uma comparação com os dados do Ibama, afim de mostrar a versão estadual dos fatos. “O Ibama, os técnicos e fiscais querem mostrar serviço e ficam divulgando dados mentirosos. No mês de novembro e dezembro de 2007 foi realizada uma operação conjunta na região de União Bandeirantes e Jacinópolis que envolveu o exército, Ibama, Polícia Federal, Polícia Ambiental e Sedam. Colocamos nossos fiscais à disposição, só que nossos fiscais da Sedam se retiraram da operação porque o pessoal do Ibama estava realizando auto de infração sem nenhum critério. Portanto o Ibama não tem moral para dizer que o Estado não deu suporte para coibir o desmatamento. Eu quero saber porquê, só agora, o órgão diz que o Estado não deu suporte nesse sentido? Eles querem é ganhar prestígio às nossas custas e voltar com a farra do passado quando praticavam várias irregularidades, como a liberação ilegal de guias”, acrescentou Cassol.

Sem política pública. A questão real é que o boi, a soja e a madeira são as alternativas mais rentáveis para quem vive na Amazônia. O governo não investe em tecnologia, não incentiva, não tem políticas públicas para substituir estas formas econômicas dos grupos e das pessoas ganhar dinheiro. Basta ver a ridícula, obscena, nefasta política de querer, sem um estudo das potencialidades das áreas, impor uma mesma restrição ao desmatamento arbitrariamente em toda a Amazônia e o crime de ter, com uma MP, intervido no zoneamento de Rondônia. Em suma o governo federal somente tem política de fiscalização, de repressão, mas não considera os interesses locais. Imagine, por exemplo, quem tem três hectares ser obrigado a somente cultivar 1,5 hectare? Qual a racionalidade e a sustentabilidade disto? Tente plantar árvores ou cultivar alguma coisa para ver as dificuldades. Qual é, por exemplo, a pequena madeireira que consegue trabalhar dentro da lei? Em anos a única mudança real foi passar a fiscalização e o licenciamento para os estados, mas o governo federal continua, por meio de leis e decretos, impedindo as atividades econômicas e não desenvolve nenhuma política de compensação. Enquanto isto acontecer não há política de fiscalização que dê certo. A sobrevivência sempre dará um jeito de burlar as leis. É o que se assiste hoje. Impossibilitado de retirar madeiras legalmente cresceu o furto de madeira em reservas. Ou seja, a política atual impede a atividade legal e estimula a ilegal.

Menor crescimento. Especialistas prevendo que, com a crise norte-americana, o crescimento econômico dos países ricos deve cair para menos de 2%, pela primeira vez em muitos anos. Esta é a previsão de Angel Gurria, secretário geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico-OCDE. Para Gurria, o crescimento dos estados membros da OCDE deve ficar abaixo de 2% este ano reestimando as estimativas anteriores de que esses países cresceriam 2,1%. As previsões da OCDE, de fato, são atualizadas de acordo com o comportamento econômico, de forma que, em março, a atual previsão deve ser revista.

Viúvas do mercado. Embora tenha boas lembranças do Bar do Zizi, inclusive musicais, não consigo atinar qual o valor histórico das ruínas de um mercado cujo estilo arquitetônico é capaz de trazer tantos turistas para cá que a França iria ficar com inveja. Sinceramente é possível até que sentimentalmente, para muitos portovelhenses, a queda do mercado seja simbólica de um passado que já se foi há muito tempo. Porém, em termos de revitalização do centro, aquela paisagem ali era, convenhamos, um empecilho e muito feia. O progresso, aliás, não se faz sem tombamentos, no sentido de derrubada mesmo.

Otimismo maior. O empresário da indústria brasileira demonstra este ano maior confiança na economia do que no ano passado. Este é o resultado da pesquisa Índice de Confiança do Empresário Industrial-ICEI, tabulada trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria-CNI. O ICEI, que em outubro do ano passado registrava 60,4 pontos, passou para 61,8 pontos neste mês. A média do índice em 2007 ficou em torno dos 60 pontos. O crescimento do otimismo foi maior entre os empresários de pequeno porte, mas os industriais das médias e das grandes empresas também aumentaram a confiança. Os dados, coletados entre os dias 1 e 22 de janeiro, foram obtidos de uma amostra de 745 empresas de pequeno porte, 423 de médio porte e 226 grandes empresas.

Música digital. As vendas de música digital, por meio do celular e de sites, cresceram 40% em 2007, movimentando US$ 2,9 bilhões no mundo. Este crescimento, no entanto foi capaz de compensar as perdas da indústria fonográfica com o download ilegal e com a pirataria de CDs. O "Financial Times" divulgou que as vendas físicas do setor caíram 10% no ano passado, para cerca de US$ 15 bilhões. Em 2004, o setor chegou a faturar US$ 21,1 bilhões. Em 2007, as vendas digitais representaram 15% do faturamento anual do setor - três anos antes, a música digital respondia por pouco mais de 2% da receita da indústria ou US$ 400 milhões. A maior oferta de sites e de operadoras de celular tem estimulado a compra de música, porém, mesmo tendo cerca de 500 serviços legais que comercializam esse tipo de produto a indústria ainda não conseguiu recuperar seus melhores dias.

sábado, 26 de janeiro de 2008

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Não se resolve mesmo. “Êta mundão/moça bonita/cavalo bão/este quarto de pensão/a dona da pensão/e a filha da dona da pensão/sem contar a paisagem da janela que é de se entrar de soneto/e o problema sexual que, me disseram,/ sem roupa alinhada não se resolve”.(Manoel de Barros).

Medidas inócuas. O Ministério do Meio Ambiente divulgou a relação contendo os 36 municípios apontados como os campeões no desmatamento da Amazônia. Na lista, são 19 municípios de Mato Grosso, 12 do Pará, quatro de Rondônia e um do Amazonas. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva avisou que o presidente Lula da Silva vai se reunir com os prefeitos dos municípios e os governadores dos Estados para juntos buscar alternativas para conter o avanço da derrubada de árvores na região. Os quatro municípios de Rondônia são Porto Velho, Nova Mamoré, Machadinho do Oeste e Porto Velho. As providências anunciadas, por enquanto, são uma beleza: o embargo de propriedades onde houve desmatamento; controle de agropecuária; criação de unidades de conservação; bloqueio de financiamentos para os que tiverem atividades que geram a derrubada de árvores e a exigência de recadastramento de propriedades localizadas nas regiões desmatadas e a mais interessante é a de os ministros que tratam diretamente do assunto é que todos deverão sobrevoar os municípios onde se registram os principais percentuais de derrubada de árvores. A idéia é que eles identifiquem os problemas e definam por ações conjuntas. Ho!Ho!Ho!

Bola da vez. Embora se mantenha placidamente equilibrado no muro, numa sábia posição de político mineiro, o ex-deputado federal Silvernani Santos deve mesmo ser candidato a prefeito de Jaru. Não somente seus correligionários e amigos estimulam como, entre as lideranças locais, há o sentimento de que não existe ninguém tão preparado para o cargo.

Tendência a traço. Com menos de um mês depois de sua estréia, a TV Brasil, uma duvidosa, dispendiosa e inútil experiência de televisão governamental, já começa a sofrer suas primeiras críticas, evidenciando como será difícil consolidar a nova emissora pública e afastar definitivamente a expectativa de que tende a dar traço de audiência. Com orçamento limitado e programação baseada quase exclusivamente na grade da extinta TVE, a direção da TV Brasil se esforça para produzir sua única novidade, o telejornal “Repórter Brasil”, com uma estrutura estabelecida nas cidades de Brasília e Rio de Janeiro. Dirigentes e membros do Conselho Curador da emissora, no entanto, consideram as críticas precipitadas e qualquer avaliação ainda muito cedo. Não é o que pensa e diz, em artigo recente publicado no site Comunique-se, o jornalista e professor da PUC-RJ, Antônio Brasil, afirmando sem meias palavras que “após um mês no ar, já é possível dizer que a TV Brasil é muito, muito ruim!”, bem que o público “ignora solenemente a sua dispendiosa existência” e compara o seu jornalismo à antiquada – verdade seja dita – linguagem da Voz do Brasil. Críticas semelhantes ainda são escassas, mas já tendem a se alastrar. Na EBC – Empresa Brasil de Comunicação, mantenedora da TV Brasil, a execução do projeto é avaliada como dentro do planejado, mas a espera pela aprovação da Medida Provisória 398/07 – que estabelece os marcos da empresa e aprova seu orçamento – preocupa, pois a emissora conta somente com as verbas governamentais.

Diversionismo. Em toda eleição municipal, por sua penetração junto ao eleitorado, o deputado federal Mauro Nazif sempre faz um suspense sobre se vai ou não ser candidato. Da vez passada fez e era- como todo mundo sabia. Agora não é-como quem é informado sabe. Então a encenação de que é candidato e estaria perturbando o sono de Roberto Sobrinho é pura balela. E o prefeito gostaria mesmo de fragmentar sua oposição, logo, Nazif sair seria uma espécie de plano B. Nazif vai, mas ficar em Brasília. Não sei a razão, mas, dizem que, para ele, será muito mais produtivo.

A surpresa. Quando se esperava a cassação do deputado Euclides Maciel o que se viu, de fato, foi a do vereador Davi Chiquilito Erse (PC do B), filho do falecido ex-prefeito de Porto Velho Chiquilito Erse, por infidelidade partidária. A perda de seu mandato foi requerida pelo PSB, partido que abandonou para ingressar no PC do B. Em seu lugar vai assumir o primeiro suplente Sílvio Gualberto, que já foi presidente da Câmara Municipal de Porto Velho. Com o resultado foi para o espaço o sonho do PC do B de tê-lo como candidato a prefeito o que, supostamente, beneficia uma nova aproximação dos comunistas com o PT. Davi não conteve as lágrimas diante do resultado. O presidente municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Diogo Nogueira afirmou que “Mesmo com este resultado continuaremos de cabeça erguida e daremos continuidade ao nosso projeto, definido na conferência de agosto de 2007, em que optamos por sair da administração do PT e lançar candidatura própria nas eleições municipais”, mas, o fato é que, mesmo com recursos e outros estratagemas, a candidatura afundou de vez. O resto é lenda.

Importação de móveis em alta. Por causa do câmbio as exportações brasileiras de móveis continuaram retraídas pelo segundo ano consecutivo. O setor fechou 2007 com US$ 994,2 milhões, apenas 2,7% a mais do que o obtido em 2006, de US$ 967,8 milhões. Mais uma vez abaixo do patamar de US$ 1 bilhão estabelecido em 2004 e 2005. E pelo segundo ano seguido, o efeito dólar fez crescer as importações, que alcançaram US$ 294,5 milhões, com uma alta de 45% sobre os US$ 203,6 milhões registrados em 2006. Nos últimos cinco anos, enquanto o crescimento médio anual das exportações foi de 12,8% ao ano, o aumento médio das importações foi de 15,4%. Isto ocorre quando, no mercado interno, a estimativa preliminar da Associação Brasileira dos Fabricantes de Móveis-Abimóvel há um aumento real entre 8% e 10%, algo perto de R$ 13 bilhões em 2007, o que está despertando o interesse das fábricas locais estimulando a vinda de empresas do exterior, que mostram disposição para pegar uma fatia do mercado, principalmente, no segmento de móveis de luxo. A norueguesa Ekornes é o caso mais recente.

Visitas ilustres. O senador Valdir Raupp anunciando que a posse do seu companheiro de partido Edison Lobão no comando do Ministério das Minas e Energia pode ser positiva para Rondônia. Raupp citou a importância para o desenvolvimento da questão energética, o que preocupa o País, daí as hidrelétricas do Madeira serem vitais o abastecimento energético nacional. O senador do PMDB disse que pretende trazer o presidente Lula e o ministro Lobão à Rondônia. Raupp afirmou que “O Presidente disse que viria ao Estado quando saísse o leilão das usinas. Já saiu a de Santo Antonio e o próprio Presidente anunciou que a de Jirau será antecipado de outubro para maio. Então, agora vamos tentar agendar uma visita de Lula e do ministro Lobão a Rondônia, para que eles vejam de perto tudo o que o nosso Estado tem de positivo e o quanto pode contribuir para o Brasil”. Lobão Não duvido que venha, mas Lula da Silva sabe, por experiência própria, que Porto Velho é uma cidade cosmopolita, ou seja, não vai querer se expor a uma vaia- o que acontecerá mesmo com todos os cuidados.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

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Razão. “Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."(Clarice Lispector)

Santa forte. Foi julgado improcedente por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, o pedido do PSL da vaga do deputado estadual Euclides Maciel, por ter, supostamente, cometido infidelidade partidária. O Tribunal acatou os argumentos da defesa que apresentou justificativa de que sofreu pressão e era discriminado pelos partidários, particularmente, pela executiva estadual da sigla. O juiz Osny Claro de Oliveira Júnior, relator do processo, votou pela manutenção do mandato e considerou improcedente a ação do PSL. Os juízes Adolfo Teodoro, José Mauro Barbosa, Paulo Rogério José e a desembargadora Ivanira Feitosa Borges acompanharam o voto do relator. O juiz Reginaldo Joca estava ausente resolvendo problema de saúde. Logo depois de absolvido o deputado, visivelmente emocionado, disse que confiou sempre na Justiça e tinha fé que seria mantido como parlamentar. “Eu confiei desde o inicio que teria sentença favorável. Eu somente posso dizer que tive muita fé” e, para provar, erguia uma efígie de uma imagem de Santa Maria. Sem dúvida, um homem de muita fé.

Expandindo. Segundo dados da pesquisa "Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento", desenvolvida pela Itaucard, o mercado de cartões de crédito deve faturar R$ 16,3 bilhões em janeiro deste ano, um crescimento de 24,4% em relação aos R$ 13,1 bilhões do mesmo período de 2007, representando o crescimento mais expressivo dos últimos seis meses. Para o fechamento de 2008, a previsão é de R$ 218 bilhões em volume transacionado, com uma expansão de 19% sobre o ano anterior. Ou seja, o crédito está, realmente, em expansão.

Não é bem por aí. O advogado e presidente da Seccional da OAB, Hélio Vieira, a propósito de uma denúncia sobre uma farra promovida com o dinheiro público pela Assembléia Legislativa do Acre resolveu propor para o Conselho Federal da OAB o fim da remuneração para os políticos como forma de eliminar com a profusão de escândalos políticos que acontece cotidianamente no Brasil. De acordo com Hélio Vieira, que manteve contato com o presidente da Seccional da OAB no Acre, advogado Florindo Poester, “enquanto a sociedade brasileira não parar para debater esse assunto, teremos de conviver com esses escândalos políticos que acontece em ritmo tão frenético que os mais recentes fazem a opinião pública esquecer dos últimos”. O representante da advocacia rondoniense está movimentando a categoria para ampliar este debate e já recebeu sinalização positiva do Conselho Federal da instituição. Bem a intenção pode ser boa, mas carece de fundamento. Ou será que quem planeja usufruir de uma diretoria de estatal vai se importar com salários ou algum político, por exemplo, vai querer deixar de ser senador com capacidade para indicar ministro de Minas e Energia ou de Transportes, por exemplo? Não parece fazer muito sentido. Os interesses são outros. A questão não é de remuneração, mas de gestão e de controle.

É isto. A Procuradora Jozélia Nogueira Broliani pediu demissão da Procuradoria Geral do Estado depois que o governador Roberto Requião a submeteu a "uma situação constrangedora, vexatória". Procuradora há 18 anos, professora universitária, eleitora de Requião, ela assumiu o cargo em abril de 2007, mas saiu por conta própria depois de um episódio em que orientou a televisão estadual a manter a programação, inserindo a nota de desagravo da Associação dos Juízes Federais sobre um pronunciamento do governador. O governador deu outra ordem, para colocar a nota dos juízes e, em seguida, uma nota dele e da ABI. Um absurdo perante a manifestação da Justiça e que só poderia ser interpretada como uma nova provocação. Prevaleceu a ordem do governador. Por causa disto Requião chamou sua atenção aos berros: "Você não pode me desautorizar, nunca mais faça isso". A Procuradora disse que quem manda no governo é ele, mas “foi muito desrespeitoso e não gostei”. Pediu as contas e diz que não sai decepcionada “porque o governador é assim mesmo. É a personalidade dele. É assim com todo mundo. Compreendo, mas não estou mais disposta a suportar. Saio satisfeita com o trabalho que realizei, a certeza do dever cumprido. A orientação que eu dava era sempre técnica, em prol do interesse público, mas isso nem sempre o governador quer ouvir”. Este é um problema não somente de Requião, mas dos governadores e políticos atuais em geral. Pensam que podem fazer o que querem independente da lei. Não é assim. Deviam ouvir quem tem conhecimento técnico. Não ouvem e pagam caro. Ao contrário do que pensam o Estado é cada vez menos deles. Por mais que pensem que mandam. Eles têm mandato e mandato exige respeito as leis.

O rei está nu. A “Folha de S. Paulo", dois anos quase depois das eleições, publica a realidade do emprego no primeiro mandato de Lula da Silva. Foram criados 14 milhões e 300 mil empregos. Até parece que foi mais do que cumprida a promessa de criar os 10 milhões de empregos dos nove dedos sistematicamente exibidos nos programas eleitorais. O pequeno detalhe é que, no mesmo período, foram demitidos 12 milhões e 700 mil empregados. Ou seja, a rigor, foram criado 1,6 milhões de empregos, decepcionantes 400 mil empregos por ano. Com um adendo: foram empregos com salários menores. Só a ignorância e a propaganda enganosa maciça salva.

Mantendo o otimismo. No entanto, com todos os problemas das bolsas nos últimos dias, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômicos e Social- BNDES mantém uma expectativa otimista de que, em 2008, a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto-PIB, a soma de todas as riquezas de uma nação, será de 5,5% em 2008, a despeito da crise das hipotecas de segunda linha (subprime) nos Estados Unidos. A divulgação da previsão foi feita pelo superintendente da área de pesquisas econômicas do banco, Ernani Teixeira Torres Filho, na publicação Visão do Desenvolvimento, na terça (22).Para o economista, no Brasil, a crise do subprime também provocou, assim como nos Estados Unidos, uma ampliação no diferencial entre as projeções de crescimento para 2008 que, nas últimas semanas passaram a variar de menos de 3% a mais de 6%. Ele lembra que o último boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda (21), aponta que o mercado financeiro espera, em média, que a economia cresça 4,5% em 2008, "um percentual que, tendo em vista o desempenho nos últimos trimestres, representaria uma certa desaceleração no crescimento do nível de atividade ao longo do ano". No entanto o crescimento do crédito e do mercado interno, de fato, apóiam a tese de que, a menos que venham a surgir problemas muito fortes, o Brasil não deve ser tão afetado pela crise.

Endividados. Em compensação outros sinais tornam as previsões mais controversas. Por exemplo, um levantamento da Serasa indica que o brasileiro terminou o ano de 2007 mais endividado,. Em relação a 2006, houve um aumento de 1,7% na inadimplência dos consumidores no final do ano passado. Apesar de o aumento ter sido menor do que o de 2006 (10,3%) e o de 2005 (13,5%), quando analisada a própria série histórica da inadimplência, o crescimento de 1,7% ocorre sobre bases elevadas de dívidas. Na comparação de dezembro de 2007 com igual mês de 2006, houve uma alta de 10,2%. Segundo afirmam os técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência se agravou no último trimestre do ano passado, apesar de ter havido uma queda de 1,5% de novembro para dezembro. Na avaliação dos técnicos avaliam a expansão do endividamento, com prazos mais longos oferecidos no crédito, facilitou o acúmulo de dívidas por parte dos consumidores que não conseguem se organizar financeiramente.

Sem explicação. O chefe da Casa Civil de Rondônia, Juarez Jardim, afirmou que o Estado perde aproximadamente R$ 180 milhões por ano com a construção das Linhas de Transmissão Jauru-Samuel. “Nós vamos perder muito em arrecadação tanto das fontes de energia como também na questão do óleo diesel que hoje é consumido para produção de energia elétrica”. Com a construção do chamado “linhão”, Rondônia fará parte do Sistema Interligado Nacional-SIN e deixará de ser fornecedor de energia para transformar-se em consumidor. O estranho é que a Sedam está facilitando a aprovação. É o samba do crioulo doido.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

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Eu sou a lente. "Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo "(Herman Hesse).

A velha cantiga. A quem interessa paralisar o crescimento de Rondônia? A resposta somente pode ser aos interesses externos que desejam preservar a Amazônia para seus próprios fins. Assim toda vez que se consegue obter investimentos para melhorar a qualidade de vida e promover o desenvolvimento de nosso Estado volta ao ar a mesma e velha cantiga: o desenvolvimento vai trazer mais pressão sobre a floresta. O espantoso é que seja a Radiobrás, que supostamente deveria defender nossos interesses, que promova uma matéria que utiliza dados Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-Inpe para inflar a área desmatada em Rondônia e alegar uma correlação que nada tem de científica de que a construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira irá impulsionar o crescimento econômico de Rondônia nos próximos anos e deve se refletir na elevação dos índices de desmatamento do Estado. A premissa é ridícula, segundo a reportagem, de acordo com dados de 2006, entre os municípios, a capital, Porto Velho, é a primeira em área devastada: 34.636 quilômetros quadrados. Análise das causas não existe, mas afirmar sem base é fácil demais. E a comprovação é fantástica: com o complexo hidrelétrico, a estratégia de investir em rodovias para facilitar o escoamento da soja e a chegada de um contingente populacional de cerca de 100 mil pessoas em dez anos terão impactos sobre a ocupação territorial e o avanço da cidade e da agropecuária pela floresta. Qual é a solução? Deve ser estacionar e esperar por bom tempo.

Vale a pior versão. É incrível como, numa região que prima pela falta de estudos sérios como a Amazônia, ONGs, na sua grande maioria sem estrutura, produzam toda hora relatórios alarmantes sobre o desmatamento, mas esquecem, por exemplo, de defender Urucu, com todos os benefícios que traria com a redução da queima de combustível ou silenciam calhordamente sobre o maior desastre ecológico produzido por multinacionais com o caulim no Pará. Aqui só faltam dizer que não há mais florestas. Não se diz, no entanto, é como a pecuária ou a soja não irão ocupar mais áreas se são, presentemente, as formas economicamente mais rentáveis de ocupar as terras. É uma maravilha falar sobre ecologia e defesa da floresta vivendo a quilômetros de distância ou recebendo altos salários para representar interesses externos. O duro é viver aqui e ter que produzir e desenvolver inclusive contra um governo que frustra de todas as formas possíveis os locais em proveito dos interesses externos. Está aí a lei das concessões que, somente por milagre, irá incluir um grupo local. Tudo é montado para atender aos interesses externos. Se Rondônia cresce, se tem um rebanho de 12 milhões de cabeças, se vende leite para a Região Norte, para o mercado interno, exporta carne para países como a Rússia, é contra o governo que, a rigor, dificulta tudo. Não há política para a Amazônia, exceto de fiscalização. E vale sempre a versão pior sobre o que acontece aqui. E o governo é quem divulga.

È a economia. Supostamente ouvindo o outro lado a Agência Brasil entrevistou o prefeito Roberto Sobrinho que ponderou que a melhoria da infra-estrutura e o crescimento econômico da região não implicam em maior desmatamento. Sobrinho disse o óbvio, ou seja, que não há necessariamente relação direta entre os empreendimentos e a pressão sobre a floresta. “A pressão sobre a floresta se dá hoje não em função dos empreendimentos, mas por causa da indústria da madeira”, declarou. “Ela [a madeira] ficou escassa em determinadas regiões do estado, o que fez as madeireiras se deslocarem para cá.” Em relação a um possível aumento das plantações de soja nos arredores de Porto Velho, o prefeito transfere a responsabilidade para o governo estadual. Segundo ele, a soja está ganhando espaço no interior de Rondônia e avança rumo a Porto Velho, mas seu futuro depende de políticas de desenvolvimento do estado, não da prefeitura. “Se o estado entender que esse tipo de atividade econômica é a mais adequada, pode até estimular o plantio de soja. Eu, particularmente, não acredito nisso e não sou a favor”. Ninguém é a favor da soja em tese, porém, a questão real é qual a atividade econômica que é rentável para a Amazônia? Com todas as restrições que existem até plantar arvores é complicado. Então a lógica econômica leva à opção pela insensatez: plantar o menos adequado, mas mais rentável. Com o preço da soja subindo e sem novas opções econômicas rentáveis não há como deter seu inevitável avanço. O resto é blá-blá-blá.

Na real. O presidente Lulla da Silva, na posse do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que não ficou "chateado" em indicar o senador maranhense, por causa do filho Edison Lobão Filho denunciado por sonegação fiscal. E disparou: "Só pensaria isso de mim quem não me conhece", e completou "Certamente sua vida foi levantada, compraram muita lupa para pesquisar sua vida, e depois de tantos anos na política, alguns adversários vão ter de dormir hoje dizendo: não adiantou, o Lobão virou ministro". Porém, admitiu que o ideal era não precisar fazer alianças dizendo que "O ideal do mundo é que a gente pudesse eleger sozinho 400 deputados e 70 senadores e não precisar de ninguém", mas, concluiu Lula "Isso é ilusão". É verdade. Não se governa sem alianças, mas, é preciso lembrar um velho ditado: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és”.

Queda. A Bovespa registrou a maior queda desde 27 de fevereiro do ano passado (quando caiu 6,63%, com temor de desaquecimento chinês) recuando 6,60%, para 53.709,1 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 57.503 pontos (-0,01%) e a mínima de 53.487 pontos (-6,99%). Com o resultado da segunda-feira (21), a queda acumulada em janeiro foi a 15,93%. O volume financeiro totalizou R$ 6,12 bilhões, dos quais R$ 523,009 milhões são do exercício de opções sobre ações desta segunda-feira (21), que foi o mais fraco desde setembro de 2006. A fonte de tudo foi o temor de recessão da economia norte-americana aliada ao medo de que a China não consiga diminuir o impacto no comércio global. O receio arrastou as bolsas de valores mundiais para o fundo do poço. A queda foi generalizada - menos nos EUA, onde as bolsas não funcionaram por causa do feriado de Martin Luther King Jr. Na Europa, as perdas percentuais se equivaleram às do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001. O terror começou na Ásia, onde os índices acionários afundaram depois da frustração com o pacote de ajuda norte-americano anunciado por Bush. Espera-se uma semana turbulenta nas bolsas.

Inconstitucional. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, enviou ao Supremo Tribunal Federal-STF parecer favorável ao pedido de ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3940), proposta pela Confederação Nacional do Comércio-CNC, contra a Lei nº 1.026/2001, de Rondônia. A norma institui feriado religioso em homenagem aos evangélicos.A Confederação sustenta que a lei em questão viola o artigo 22, inciso I, da Constituição Federal, por usurpação da competência da União para editar normas sobre direito do trabalho. A CNC destaca que, de acordo com a Lei Federal nº 9.093/95 (com redação dada pela Lei nº 9.335/96), somente a União pode legislar sobre a criação de feriados, pois o tema está inserido na esfera do direito do trabalho. Aos estados cabe apenas a declaração da data de comemoração. Em suma, parece que o dia dos evangélicos está com os dias contados por ter sido feito apenas para fazer média com os religiosos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

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E não conto. “Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior, com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos”. (Saint-Exupèry).

Seguro-Desemprego. O superintendente regional do trabalho em Rondônia, Ruy Motta, comemorando a diminuição do número de trabalhadores que requer o benefício de seguro-desemprego diminuiu 4.86% em Rondônia o que, para ele, são reflexos do bom momento econômico em que o país e o Estado vem passando. Segundo o Núcleo do Seguro-Desemprego e Abono Salarial da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Rondônia, em 2007, foram solicitados 26.658 benefícios contra 28.022 no ano anterior, ou seja, uma redução de 1.364 requisições. O acompanhamento que é feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados-Caged mostra que o setor da indústria foi o que mais empregou, totalizando 10 mil novas contratações com carteira assinada. Também foi o setor onde houve menor índice de requisições. Em 2006, haviam sido 9.492 pedidos e caiu para 8.347este ano. A solicitação do benefício também diminuiu em outros setores, inclusive na Agricultura e no comércio.

Crise imprevisível. Economistas e especialistas de mercado norte-americanos vêem com pessimismo o pacote de George W. Bush para estimular a atividade econômica. Nem mesmo o afrouxamento da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) parecem seduzi-los. A leitura majoritária é de que as medidas tomadas são insuficientes para evitar um forte desaquecimento do país no primeiro semestre de 2008, de vez que seus efeitos somente serão sentidos no fim do ano ou em 2009. Christian Menegatti, economista-chefe para Estados Unidos do Roubini Global Economics (RGE) Monitor afirma que "São estímulos necessários, mas chegam tarde" e completa "Já estamos em recessão, como mostraram dados recentes sobre emprego, vendas no varejo e construção de imóveis". Efetivamente as medidas fiscais e monetárias não costumam surtir efeitos imediatos e mudanças na taxa básica de juros tem impacto no custo do crédito para o consumidor, na melhor das hipóteses, seis meses mais tarde, embora Estados Unidos as respostas costumem ser mais rápidas. Não é que considerem que o governo Bush demorou demais para agir,. Porém, a rapidez da desaceleração econômica é surpreendente e não haviam projeções de uma deterioração tão profunda do mercado imobiliário que se refletiu muito rapidamente no resto da economia. Enfim, os EUA estão sendo castigados por uma crise que ninguém poderia prever. É como se algumas nuvens, de repente, se agrupassem e ameaçassem uma tempestade quando se saiu sem previsão de chuva.

Menores impactos. O receio da crise norte-americana já modificou, pelo menos, o elevado grau de confiança que parecia aparentar a equipe econômica do governo brasileiro. O primeiro sintoma se refletiu nas previsões para o crescimento da economia brasileira este ano que tenderam a se tornar mais conservadoras. Aumentou o número dos que apostam numa expansão menor do que a inicial de 5% e já se considera a previsão de 4,5%, feita pelo Banco Central, bem mais próxima do atual cenário internacional. As projeções mais otimistas, que apontavam um crescimento superior a 5%, parecem ter sido arquivadas. Por outro lado, já existe algum grau de apreensão de que possam existir efeitos negativos da crise americana no país dependendo de sua extensão embora se considere que estamos melhor equipados para enfrentar os possíveis impactos. Muitos consideram que o impacto da retração da economia americana será menor porque o motor do crescimento do País é o mercado interno, e o nível das reservas internacionais atingiu US$ 184,9 bilhões. Este montante representava 94% da dívida externa total em novembro do ano passado, que era de US$ 196,2 bilhões. Em outras palavras, o País não depende de recursos externos para financiar o seu balanço de pagamentos.

Destaque negativo. A ONG Transparência Brasil divulgando que 163 dos 513 deputados federais, 30 dos 81 senadores e 363 dos 1.059 deputados estaduais do País estão envolvidos em processos não considerados os por opiniões, palavras e votos. Em outras palavras, nada menos que um terço (32%) dos deputados federais e 37% dos senadores brasileiros estão envolvidos com processos na Justiça e nos Tribunais de Contas. Neste particular Tocantins se destaca com 75% dos seus deputados federais com processos em tramitação. Aliás, os números coletados pela Transparência apontam que, entre os deputados federais, os mais negativos vêm da Região Norte onde 28 (43%) dos 65 deputados da região estão sendo processados. Entre os deputados estaduais, os números não são melhores e nos atingem diretamente, pois 73% dos eleitos por Goiás e 62,5% dos eleitos por Rondônia estão sendo processados. Entre os estaduais, além de Goiás e Rondônia, há índices altos em Roraima (45,8%), Paraíba (44,4%) e Rio de Janeiro (42 9%). As assembléias com menor índice são as de Piauí (13,3%), Pernambuco (16,3%) e Espírito Santo (20%). Entre os senadores, a Região Norte mais uma vez é o destaque negativo: 42,9% dos senadores de lá estão sendo processados, enquanto no Nordeste esse índice é de 40,7%.

Temos, quem cara-pálida? Não há dúvida de que somente num governo com a dimensão profunda do atual se implantaria uma Secretaria Especial de Planejamento de Ações de Longo Prazo-Sealopra, mas, o feito é maior ainda quando se considera que trouxe um filósofo da estatura de Mangabeira Unger para o posto. Quem senão ele seria capaz de estabelecer este elevado pensamento “Temos a consciência de que a causa da Amazônia não avançará como pleito regional, mas somente como um projeto nacional”. Temos? Quem, cara-pálida? Interessante, inclusive uma abstração compartilhada pelo Ministério do Meio Ambiente, é que falam da parte da Amazônia já desmatada como se fosse possível qualquer um chegar e plantar ou criar o que quiser. Há um pequeno esquecimento que existe uma lei que regula o que se denomina de “propriedade privada”.

Dica musical. O maestro e arranjador Eumir Deodato, ano passado, depois de décadas nos EUA, fez seu primeiro show no Rio, na Sala Cecília Meirelles. Eumir fez um show no seu país depois de famoso internacionalmente e de ter ganho um Grammy e feito arranjos para Frank Sinatra, Tom Jobim, Aretha Franklin, Tony Bennett, Björk e Roberta Flack. É este show que está sendo lançado em CD e DVD com o nome de "Ao vivo no Rio", com a gravação integral do show carioca. Numa merecida edição de luxo, o trabalho conta com belo encarte e alta qualidade de imagem e som. Deodato (teclado) reduziu sua orquestra e criou um afinado trio, ao lado de Marcelo Mariano (filho de César Camargo Mariano e Marisa Gata Mansa, no baixo) e Renato "Massa" Calmon (bateria). No repertório homenageia Tom Jobim, com quem Deodato trabalhou por mais de 15 anos em diversos álbuns. O resultado não pode deixar de ser um deleite para os ouvidos, com improvisos, solos e harmonias e canções como "Samba de uma nota só" (Tom Jobim/Newton Mendonça), "Dindi" (Tom Jobim/ Aloysio de Oliveira) e "Wave" (Tom Jobim). É uma ótima pedida para quem gosta da autêntica música popular brasileira.

Sinais dos tempos. Com o dólar mais baixo o brasileiro, um consumidor como qualquer outro, corre atrás do que é mais barato. Assim alguns destinos no exterior são preferidos até mesmo às viagens internas em razão dos preços, daí que a procura por pacotes internacionais cresceu 15% em 2007. Para se ter uma idéia um pacote de sete dias, por exemplo, para Porto de Galinhas, em Pernambuco, está custando por volta de US$ 2 mil enquanto que ir para Cancun no México custa certa de US$ 1, 75 mil, ou seja, cerca de US$ 250 dólares menos. Um efeito secundário é o de que, para estimular alguns destinos turísticos, as empresas aéreas estimulam reduzindo o custo de suas passagens.

sábado, 19 de janeiro de 2008

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Meia boca. “Não posso jogar com tudo porque... não fazemos a vida, ela própria nos faz ”(James Douglas Morrison)

Desmataram mais. O Inpe-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com base em imagens captadas por satélites no último trimestre do ano passado, alerta que essas indicam a derrubada de matas em ritmo acelerado, numa média de mais de 1.000 quilômetros quadrados por mês. O Inpe já vinha sinalizando uma nova pressão de desmatamento no Mato Grosso, que havia perdido para o Pará a liderança no ranking dos Estados da Amazônia que mais abatem árvores. Logo depois Rondônia aparece na seqüência. O governo estima que o desmatamento na Amazônia Legal não apenas parou de cair, como pode aumentar 10% no levantamento consolidado do final do ano. Entre julho de 2006 e julho de 2007 foram derrubados 11,2 mil quilômetros quadrados de floresta, o equivalente a mais de sete vezes a cidade de São Paulo. Foi o melhor desempenho desde 1991. São apontados como causadores do aumento, em Mato Grosso, novos focos de desmatamento próximos a áreas de cultivo da soja. No Pará, a derrubada de floresta seria associada à expansão da pecuária e em Rondônia não há sinais claros do que provoca o avanço do desmatamento. O Inpe, por seus dirigentes, avalia que o futuro da Amazônia vai depender do controle da expansão da pecuária no Pará, Estado que registrou o maior crescimento do rebanho no país e acusam o Ministério da Agricultura de "falta de engajamentos” de fazer "corpo mole" em relação ao rastreamento da origem do gado criado na região. Estima-se que o desmatamento deve ter crescido por volta de 10%.

Recorde. Em dezembro a busca por páginas de comércio eletrônico na Internet bateu recorde. Pela primeira vez desde que foi criada a pesquisa do Ibope/NetRatings, em 2000, este segmento ultrapassou a barreira dos 12 milhões de visitantes únicos residenciais. Alexandre Magalhães, gerente de análises do Instituto, afirmou que também é a primeira vez que o setor atinge 57% do total dos internautas residenciais que visitaram algum site de comércio eletrônico. A pesquisa do Ibope e NetRatings apurou que um número total de 21,4 milhões de internautas residenciais, mais 48,4% na comparação com o mesmo mês de 2006 e de 0,7% em relação a novembro de 2007 acessaram as páginas no fim de ano passado.

Mudou tudo. Novamente os interesses de Rondônia vão para as cucuias. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto pela empresa Jauru Transmissora de Energia contra paralisação das obras do linhão de transmissão de energia elétrica de Samuel a Jauru, no Mato Grosso, interligando Rondônia ao sistema nacional. A decisão do TRF suspende os efeitos da paralisação do processo de licenciamento ambiental da obra, em tramitação na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental-Sedam. O juiz relator do agravo, Avio Mozar José Ferraz de Novaes, destaca em seu despacho que “não se afigura razoável retirar a competência do órgão ambiental estadual para realizar os estudos de impacto ambiental e conceder o licenciamento da obra de implantação da linha de transmissão de energia elétrica que interligará Rondônia ao sistema nacional de distribuição de energia”. A questão real é que ninguém pediu para retirar a competência de órgão nenhum o que se pede, na verdade, é que se considere os interesses do Estado e que, como se trata de um licenciamento ambiental, não se conceda licenças parcializadas, pois, na verdade, é impossível separar os efeitos da obra toda em pedaços-esta de fato a alegação do Ministério Público.

Conta outra. O PMDB vai ficar neutro em relação ao prefeito Roberto Sobrinho, mas vai lançar candidato próprio. Leitura externa: querem ficar com os cargos. E não é minha.

Na marca do pênalti. Segundo foi divulgado o juiz Osny Claro de Oliveira Júnior pretende colocar em votação, na próxima terça-feira, dia 22, o processo em que o PSL requer a perda do mandato do deputado estadual Euclides Maciel (PSDB) por infidelidade partidária. Como Euclides mudou de partido após o dia 27 de março de 2007 ficou numa posição bastante difícil e, muitos apostam, que será cassado. De qualquer forma não deve passar o fim de semana tranqüilo.

Deu azar. Segundo um porta-voz da BBC do Brasil o ator inglês Stephen, Fry Stephen quebrou o braço direito depois de escorregar enquanto filmava no Brasil para uma nova série da BBC denominada de “Last Chance do See". Stephen Fry trabalhou em filmes como Wilde, em 1997, sobre a vida do escritor Oscar Wilde, Assassinato em Gosford Park (2001) e V de Vingança (2005). Fry também foi o narrador no filme O Guia do Mochileiro das Galáxias (2005). Também, no Brasil, foi citado em uma música que foi título de um álbum - Por Onde Andará Stephen Fry? - do cantor e compositor Zeca Baleiro, lançado em 1997. Pode não se saber onde anda, mas, agora, se tem certeza que está com o braço quebrado.

Promoção Tam. A TAM fazendo promoção de passagens neste fim de semana com até 95% de descontos sendo o embarque até abril. Recebi a informação da Patrícia Leonita da PVH TUR VIAGENS E TURISMO LTDA, Rua Duque de Caxias, 2414 - São Cristóvão,
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Pacote made in USA. O pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na sexta-feira, sobre a contínua desaceleração imobiliária no país que ameaça o crescimento e sua afirmação de que um pacote de estímulo à economia americana é necessário o mais rápido possível não parecem ter animado muito o mercado que avalia que o estímulo deve ser temporário e ter efeito imediatamente. Bush ainda declarou que pretende tornar os cortes de impostos promovidos em 2001 e 2003 permanentes. O pacote de estímulo deve totalizar cerca de 1% do Produto Interno Bruto-PIB americano, ou seja, algo como US$ 100 bilhões que é considerado um pacote modesto, mas suficiente para que a economia tenha uma recuperação no segundo semestre de 2008, segundo avaliação de economistas do setor bancário.O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que a maior parte do pacote de estímulo à economia deve ter o consumidor como alvo principal. Paulson disse que seria alto demais o custo potencial de não agir com rapidez para proteger a economia de novos efeitos da crise do setor de moradias e da turbulência nos mercados financeiros.Para o secretário do Tesouro, qualquer pacote de estímulo precisará ser simples e ser adotado rapidamente, para que sua aprovação pelo Congresso seja acelerada. Ele não deu detalhes sobre os incentivos fiscais previstos, nem esclareceu quem seria beneficiado com as restituições de impostos que Bush havia mencionado. Paulson disse não querer ser "superespecífico" ao falar sobre as opções que são examinadas pelo governo e concluiu: "Nós temos pensado que a maior porção deste pacote deverá ser voltada aos consumidores, aos contribuintes, e dar alívio a eles".

Só Deus sabe. Aliás, este pacote do governo norte-americano está mais desarrumado que o PAC-Plano de Aceleração de Crescimento. Quando foi anunciado estava em US$ 100 bilhões, depois passou pra US$ 135 bilhões e, de noite, já havia subido para US$ 145 bilhões. Pelo menos, em termos de imprensa, dinheiro não parece ser problema. Vamos ver na realidade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL

É melhor não pensar. “Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias. A realidade Sempre é mais ou menos Do que nós queremos. Só nós somos sempre Iguais a nós-próprios. Suave é viver só. Grande e nobre é sempre Viver simplesmente. Deixa a dor nas aras Como ex-voto aos deuses. Vê de longe a vida. Nunca a interrogues. Ela nada pode Dizer-te. A resposta Está além dos deuses. Mas serenamente Imita o Olimpo No teu coração. Os deuses são deuses Porque não se pensam” (Ricardo Reis).

Sem eco. Na sua passagem por Belém do Pará o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger não conseguiu arrebanhar muitos adeptos com sua pregação. Nem os empresários paraenses se empolgaram com suas idéias nem mesmo os governantes do PT paraense. Muitos consideraram suas propostas genéricas, inconsistentes e polêmicas, como a que defende a transposição das águas da bacia amazônica para o Semi-Árido brasileiro. Sobre este assunto obteve foi do professor da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG, Apolo Heringer Lisboa, a opinião de que a proposta “É ambientalmente absurda, economicamente inviável e tecnicamente impossível". Já a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, por meio de seu secretário-geral, dom Dimas Lara Barbosa não economizou críticas: "Precisamos ouvir o que o povo amazônico tem a dizer. Não acreditamos em modelos que sejam impostos. Para nós, somente quem conhece a realidade local e a vive é capaz de fazer o verdadeiro desenvolvimento sustentável". Unger, que passou menos de 30 horas no Pará para "debater" suas propostas, ele seguiu para Manaus, com a missão de continuar fazendo "provocações", como definiu a finalidade de sua passagem pela Amazônia.

Cumpra-se a lei. Esqueci de comentar, mas vale a pena voltar ao assunto. Foi noticiado que a juíza substituta Keila Alessandra Roeder, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, deferiu liminar em favor da Prefeitura de Porto Velho determinando a reintegração da área pertencente ao município que foi ocupada por dezenas de famílias no bairro da Candelária, próximo à sede da Sedam, em Porto Velho. As alegações de que o prefeito não cumpriu promessas e outras baboseiras similares são pura enganação. É inaceitável que comportamentos similares sejam consentidos sob pena da ordem pública ir pro brejo. Principalmente em Porto Velho cujo passado de invasões gerou uma série de problemas que, até hoje, a cidade paga. É uma das obrigações dos governos zelar pelo patrimônio e pela ordem. Deixar prosperar ações deste tipo numa cidade que tende a receber um elevado número de migrantes é brincar com pólvora.

Ruim para os negócios. Vem do Banco Mundial a divulgação de um novo estudo que coloca o Brasil como 122º país mais fácil para se fazer negócios em uma lista com 178 nações, ou seja, está no terceiro terço, entre os piores. Um dos fatores para isto é o tempo médio, para se abrir uma empresa no País, de 152 dias. A melhor posição do Brasil foi a de proteção para os investidores, quando o País ficou com a 64ª colocação. O pior quesito analisado no Brasil foi com relação a pagamentos de taxas: 137º lugar. Segundo o Banco Mundial, as companhias brasileiras destinam 69,2% de seus lucros para pagar taxas. Outro quesito que puxou o Brasil para baixo no ranking foi o de fechamento de empresas, em que o País ficou na 131ª colocação. Segundo o Banco Mundial, são necessários quatro anos para se fechar um negócio no Brasil. O primeiro país do ranking foi Cingapura, seguido de Nova Zelândia e Estados Unidos. Entre os países em desenvolvimento conhecidos como BRIC, a Rússia ficou na 106ª posição, a Índia aparece na 120ª, e a China, na 83ª. Ou seja, entre os BRIC estamos na rabeira também.

A raiz. Não é nenhuma novidade, mas é bastante elucidativo o levantamento feito e divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral-TSE apontando que dos 127,4 milhões de eleitores, 51,5% sabem apenas ler e escrever e não tem o primeiro grau. Outros 8,2 milhões de eleitores - 6,46% - são analfabetos. O Nordeste detém a maior parcela dos eleitores analfabetos - 4,2 milhões, mais do que os 4 milhões de todas as outras regiões somadas. O percentual de eleitores com baixa escolaridade soma 70% do total. Somente 3,43% dos eleitores têm nível superior completo. No Sudeste, está o maior percentual do eleitorado com nível superior - 4,4% -, seguido pelo Sul - 3,8% - e Centro-Oeste - 3,64%.Os dados podem até estar um pouco defasados, pois referem-se à época em que os títulos foram tirados, mas, de qualquer forma, revela o poço em que estamos e o sucesso dos políticos com baixa qualificação que com dinheiro ou favores conseguem se eleger. Com pessoas completamente desinteressadas pela política cria-se o ambiente propício para vicejar um tipo de político que pensa no mandato apenas como uma forma de tirar proveito econômico e que usa a barganha para se manter. Qualquer oferta de tijolos, telhado, um favor, uma indicação para um emprego é o preço do voto, mas, depois, nem tchuns. O eleito vai cuidar de seus próprios interesses.

Um bom exemplo. Uma lei muito boa e que podia ser imitada por aqui é a de autoria da deputada Cidinha Campos (PDT) do Rio de Janeiro que obriga as empresas públicas e privadas prestadoras de serviços a postar suas cobranças com o prazo de 10 dias antes da data do vencimento. Também o texto da lei determina que as datas de vencimento e de postagem sejam impressas na parte externa da correspondência de cobrança. No fundo o que a nova lei garante é o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, ao assegurar que as contas não cheguem vencidas à casa dos consumidores, que acabam arcando com o ônus de um erro cometido pelas prestadoras de serviços.

Alguém me explica? Todos os meios de comunicação falam maravilhas do ano passado. Em termos econômicos nem se fala: teve recorde de tudo, inclusive de “nunca antes neste país”. Agora o engraçado é que o site de notícias Veja Rondônia (http://www.vejarondonia.com/) fez uma enquête com a pergunta “O ano de 2007 teve um saldo positivo ou negativo?” E, até ontem, quando o acessei os resultados eram, estranhamente, 25% dos internautas que registraram sua opinião afirmando que foi um ano neutro e 75% que foi um ano ruim. Durma-se com um barulho desses!

Crédito é seu nome. O notável aumento das vendas do varejo no acumulado do ano passado até novembro (9,7%) tem, segundo os especialistas, uma fonte principal: o crédito. Esta também é a avaliação feita pelo técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Nilo Lopes, que credita especialmente às melhores condições de crédito e ao alongamento de prazos de financiamento, com prestações que cabem no bolso do consumidor, afora um pequeno aumento da renda, ao crescimento do consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos, por parte da classe C e D. Lopes observou que os segmentos com maior magnitude de crescimento em 2007, de janeiro a novembro, são vinculados a crédito. São eles: equipamentos de informática (27,9%); veículos, motos, partes e peças (23,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (22,4%, inclui brinquedos, ótica, lojas de departamento) e móveis e eletrodomésticos (15,5%). Avaliou ainda que, depois do crédito, as importações foram o principal fator que gerou impactos positivos nas vendas, já que possibilitaram aumento da concorrência e queda de preços, estimulando o consumo. Outro fator importante citado por Lopes foi o bom desempenho do mercado de trabalho responsável por gerar confiança dos consumidores no futuro essencial para contratação de financiamentos de longo prazo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL

Tema. “Meu tema é o instante? meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos - só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim" ( Clarisse Lispector).

Com toda a corda. O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, em visita ao Pará, voltou a afirmar que é preciso construir um novo modelo de desenvolvimento nacional que leve em conta a Amazônia e associe a preservação e exploração da natureza. E definiu a região como o "grande laboratório nacional". Para Unger, a Amazônia pode ser a maior responsável por este projeto de "reconstrução econômica e institucional", porque representa mais da metade do Brasil e reúne todas as condições para a "reinvenção do País". "Estamos trabalhando para estabelecer a Amazônia como a prioridade nacional na primeira metade do século 21. O Brasil só se transformará transformando a Amazônia", disse o ministro, acrescentando que sua visita tem como objeto estimular debates com líderes locais para a elaboração de uma estratégia global de desenvolvimento sustentável para a região. É uma idéia muito interessante esta de reinventar o Brasil, mas parece de muito, muito longo prazo.

È a economia, idiota. Por falar em Amazônia, como não faz nada por ela, ao menos, Lula da Silva deveria mandar seus ministros ficarem calados ou trocar de ministros. Agora mesmo, como se atacado por uma doença misteriosa que os obriga a dizer besteiras, vem o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitir que há derrubada de floresta amazônica para uso como pasto e reconhecer que o governo trata do tema somente "em tese". Ora, a Amazônia Legal responde por 36% do rebanho nacional e um terço das exportações de carne e não há meio de segurar este processo com medidas governamentais. Não é verdade que a expansão da pecuária não tenha sido perseguida politicamente nem que haja crédito fácil para a pecuária. A verdade é outra. A pecuária avança por ser economicamente viável mesmo com a má vontade oficial que sempre houve e a falta de crédito, mas, o governo não pode com a economia. O fato real é que, como não se criam outras oportunidades para ganhar dinheiro na região, a pecuária pela facilidade de terras e pela liquidez do gado continua a ser uma das oportunidades mais rentáveis que a região oferece. O resto é blá-blá de ONGs que vivem de criar factóides.

Atende mal. Um levantamento divulgado pelo Banco Central do Brasil, a partir de reclamações contra o sistema bancário, aponta que o mau atendimento continua sendo a principal reclamação dos clientes dos bancos, apesar dos lucros cada vez maiores das instituições no Brasil. Conforme levantamento das queixas feitas ao BC, 818 clientes registraram queixas sobre o atendimento em dezembro. O número do mês passado foi menor que as 1.411 reclamações registradas em novembro. O volume também é menor que as 837 queixas contra o mau atendimento de dezembro de 2006.O segundo serviço mais citado no ranking "negativo" do BC é o fornecimento de documentos, com 736 registros. Em seguida, dois problemas semelhantes: liquidação antecipada de operações, com 592 registros, e prazos não estabelecidos ou cumpridos, com 581. E não se reclama no banco de filas. Aqui, em Porto Velho, por exemplo, as filas do Bradesco e do Banco do Brasil primam por irritar até um frade de pedra.

Acredite. O presidente municipal do PSB- Partido Socialista Brasileiro, Nelson Bichler, afirma que o partido, em Porto Velho, irá apresentar candidatura própria nas eleições majoritárias para a prefeitura e aponta como possíveis pré-candidatos o deputado federal Mauro Nazif e também os vereadores Alan Queiroz e Flávio Lemos, embora afirme estar aberto a coligações. Entretanto setores internos dissidentes ventilam que há um “acordo branco” que retirou Nazif do páreo. Não se fala do que é e com quem, mas, pelo jeito, o partido pode até sair com candidato a prefeito, mas nem será Nazif nem será para valer.

Soja e carnes. As exportações do agronegócio brasileiro atingiram em 2007 uma receita de US$ 58,4 bilhões – um crescimento de 18,2% em realação a 2006. O resultado recorde se deve em muito as exportações de carnes e do complexo soja (grão, farelo e óleo). Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento-MAPA informam que as exportações de carnes cresceram 30,7%. O MAPA atribui a alta nas receitas com as exportações de carnes à elevação de 15,5% no volume vendido e às altas dos preços de 6% da carne bovina “in natura”, por exemplo.

Conselheiro do CAS. Nomeado pelo ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e comércio Exterior Ivan Ramalho o presidente da Fecomércio Rondônia, Francisco Teixeira Linhares e também o presidente da Fecomércio do Amazonas José Roberto Tadros como membros do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus-Suframa, representando a Confederação Nacional do Comércio-CNC O Conselho de Administração da Suframa-CAS é o órgão máximo de deliberação da Autarquia, constituído por representantes de vários Ministérios e dos Governos de toda a Amazônia Ocidental, dentre outros membros e responsáveis pela aprovação inclusive dos projetos de financiamento e de isenção fiscal. O mandato para o qual Linhares foi designado tem duração de um ano.

Pobre carnaval. Se já é um fardo pesado manter um bloco carnavalesco, com os custos e a responsabilidade que acaba pesando sobre quem o organiza, o presente que deram este ano não refresca nada a missão dos carnavalescos. Não é que a Polícia Militar convidou todos os presidentes, diretores, representantes de Blocos, Banda, Associações Carnavalescas, e entidades envolvidas com a realização do Carnaval em 2008, para explicar o Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento da Polícia Militar do Estado de Rondônia- Funrespom, que institui as taxas de exercício do poder de polícia e as taxas de utilização de serviços prestados. A graça é que, para ter segurança, as agremiações carnavalescas terão que pagar taxas. Ora, como os carnavalescos vivem nadando em dinheiro se trata somente de uma questão de boa vontade. Concordo plenamente com a medida se o governo instituir também um fundo para ressarcimento e recuperação dos carnavalescos falidos. Aqui, para nós, o Estado que já cobra impostos, e altos, é quem tem que arranjar recursos para melhorar a PM e não o pobre do carnaval que já está minguando por falta de recursos e tantas restrições e exigências que lhe são feitas.

Beirando a rabeira. Entre 163 nações pesquisadas, no ranking das economias mais livres do mundo, o Brasil aparece na 101ª posição. Elaborado pelo Instituto Heritage e pelo "Wall Street Journal". O ranking é liderado por Hong Kong, considerada a economia mais adaptada à condição de livre mercado - dando liberdade às exportações, à entrada de capitais, à entrada de investidores estrangeiros e ao mercado de trabalhor. Além disso, o índice também leva em conta o nível de corrupção nas diferentes nações. É justamente neste item, de acordo com a pesquisa, que o Brasil aparece na pior posição, recebendo apenas 33 pontos. De acordo com o instituto, a percepção da corrupção - que impede o bom funcionamento da economia - piorou em relação ao indicador do ano passado. Não é de espantar, pois, embora as estatísticas não sejam boas a respeito, a mais otimista calcula que desperdiçamos US$ 80 bilhões – o que equivale a 5% do nosso PIB- com a corrupção. A Um levantamento da Advocacia Geral da União mostra que só em processos o Brasil perde R$ 50 bilhões - fora os casos que estão no Ministério Público ou outras situações onde não existem processos em andamento. Porém, o desperdício e a burocracia devem também fazer estragos semelhantes.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL

Os ritmos. “Uma mentira pode dar a volta ao mundo antes da verdade acabar de calçar os sapatos” (Mark Twain).

Fervendo. O ano começou com ameaças do seu partido de cassá-lo por infringir a decisão partidária de ser a favor da CPMF, mas, diante das ameaças, o senador Expedito Junior parece que adotou o bordão de Erasmo Carlos “Pode vir quente que já estou fervendo”. Não é que apresentou projeto apresentado que autoriza as Mesas do Senado e da Câmara, o presidente da República e os Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público a "determinar providências" para que sejam divulgados todo mês, pela Internet, os gastos dos chamados "cartões corporativos". Estes cartões utilizados por pessoas em postos-chaves da administração pública que seriam destinados a pagamentos de urgência, para gastos não-programadas viraram, de fato, uma verdadeira farra de gastos tanto que o senador argumenta que a utilização dos cartões "vem se transformando em verdadeiro descalabro" na administração pública. Além da falta de transparência também os valores gastos, tem aumentado rapidamente - de R$ 14,1 milhões em 2004, o gasto passou a R$ 33 milhões em 2006 e, em 2007, parece que subiu muito mais. Expedito Júnior sustenta que a divulgação dos gastos deve se tornar pública, como determina o artigo 37 da Constituição. Para evitar quebras de sigilo, o projeto prevê que, nestes casos, podem ser divulgados valores globais.A proposta encontra-se na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática-CCT à espera da indicação do relator.

Mudança de perfil. O setor calçadista brasileiro, tido como parte do grupo conhecido como órfãos do câmbio, o setor calçadista brasileiro está mudando seu perfil exportador para fugir da concorrência asiática e compensar sua perda de rentabilidade provocada pela alta da moeda. Na Couromoda 2008, maior feira de calçados do País, que está acontecendo de 14 a 17 de janeiro, os calçadistas mostram que optaram por produtos de maior valor agregado, com mais design e conteúdo de moda. Como não podem concorrer pelo preço passaram a fabricar produtos mais caros e mais sofisticados em relação às faixas de mercado atendidas pelos fabricantes do Sudeste Asiático.Esta mudança de perfil da indústria brasileira de calçados e acessórios está atraindo novos tipos de compradores. A prova maior é a presença na Couromoda da italiana La Rinascente, rede de lojas de departamento de produtos de grife.

Nem tanto. No ano passado o consumo de cerveja no Brasil foi recorde. Nunca antes este país bebeu tanta cerveja. O brasileiro bebeu 10 bilhões de litros de cerveja em 2007. Foi um recorde na história do País. Mas comparado com outros países, o consumo per capita da bebida é muito baixo. Ou seja, o Brasil não bebe tanta cerveja tanto que no no ranking dos países de maior consumo da bebida ficou na vigésima-nona posição.

Cuidando da Casa. Parece que, este ano, vai se caracterizar, no segundo mandato de Cassol, por cuidar melhor da própria administração. Não bastasse o anunciado novo centro administrativo o Palácio Presidente Vargas, sede do Governo do Estado, em Porto Velho, foi desocupado temporariamente para passar por uma ampla reforma, que inclui instalações hidráulica e elétrica; troca de telhado, portas, janelas, piso e pintura. Segundo o coordenador geral de Apoio à Governadoria-CGAG, Carlos Alberto Canosa, o serviço foi iniciado na segunda semana de janeiro com o objetivo de oferecer mais conforto e comodidade aos servidores e ao atendimento público., inclusive garantindo também o acesso aos portadores de necessidades especiais com rampas ou elevadores. Somente a estrutura arquitetônica original será preservada.

Sabe o que quer. Delfim Neto vai se transformar em ministro daqui a pouco. Basta ver a perola de declaração que fez: "Entramos decididamente na era do crescimento em todas as áreas". Da bajulação e da mentira inclusive. Há!Há!Há!

Louvável. È digna de nota a atuação que a Secretaria Municipal de Obras-Semob, agora, está realizando com a limpeza de valas e canais retirando o lixo atirado nesses locais e melhorando o escoamento das águas. Até mesmo locais em que as queixas eram contínuas a reparação está surtindo efeito e as primeiras chuvas provam que o trabalho deu resultado. De parabéns o titular da Semob, Edson Silveira, a quem se atribui a determinação de concluir todos os serviços rapidamente para que os moradores não sofram mais com o inverno amazônico.

Ouro em alta. O ouro que tem sido, ao longo do tempo, um investimento pouco recomendado com a desvalorização do euro e a alta do petróleo teve um preço recorde no mercado de Londres. A onça de ouro foi cotada a US$ 907,09 na última segunda feira, 1,18% a mais que na semana passada.

Boa iniciativa. É muito boa a iniciativa da nossa Seccional da OAB de promover debates sobre a internacionalização da Amazônia a partir do mês de fevereiro, quando o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia retoma suas atividades. O tema, como afirma o presidente da OAB, advogado Hélio Vieira, é realmente instigante e representa uma ameaça concreta à soberania nacional daí merecer maior atenção da advocacia mesmo.

Faz falta. O governador Luiz Henrique da Silveira criou, ontem, a Lei Catarinense de Inovação. A nova legislação tem o objetivo de incentivar atividades inovadoras em empresas, universidades e na administração pública de Santa Catarina. Entre as diretrizes estabelecidas pela lei, além do estímulo à inovação, estão a criação do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, que será responsável por articular as políticas de incentivo a esta área, e a implantação de núcleos de inovação tecnológica nas empresas e instituições. Até aí nada de interessante para nós de Rondônia, mas, por lá, entre as determinações da legislação está também a obrigação do governo em destinar 2% das receitas líquidas do Estado para a Fapesc e a Epagri-Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), com o objetivo de fomentar a pesquisa científica, tecnológica e agropecuária. Aqui similarmente nós temos a Emater, mas não temos a Fundação de pesquisa e tecnologia que é uma enorme lacuna inclusive pelo papel que faz de estimular a pesquisa e a inovação. Já está mais do que na hora de ter.

T de transgênico. A grande novidade nos supermercados brasileiros é a chegada dos primeiros produtos rotulados como transgênicos desde que a lei de rotulagem entrou em vigor em 2004. Um dos pioneiros é o óleo Soya, da Bunge, que surge como o primeiro a ostentar o símbolo de produto geneticamente modificado, com um letra T no meio de um triângulo amarelo, no País. A embalagem também traz o aviso: "Produto produzido a partir de soja transgênica".
Vai subir. A previsão é do Informe Focus, do Banco Central, uma espécie de pesquisa feita em todo o mercado financeiro, que revela que o mercado elevou o seu prognóstico para a taxa básica de juros no final de 2008, de 10,75%, divulgado na semana passada, para 11,3%. A projeção para o índice de inflação, no entanto experimentou ligeira queda, de 4,30% para 4,29%. E o prognóstico para o câmbio no final deste ano se manteve em R$ 1,80 e para o crescimento econômico a taxa prevista é de 4,5%. Na minha opinião o crescimento deve ser maior, no mínimo, 5% e o dólar deve cair mais, talvez, chegando a R$ 1,60, embora tenha quem aposte que chega mesmo a R$ 1,50. Vamos ver.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL

É bom calcular. “Com numerosos cálculos pode-se obter a vitória. Teme quando os cálculos forem escassos. E quão pouca chance tem aquele que nunca calcula” ( Sun Tzu).

Ótima iniciativa. O senador Valdir Raupp em projeto de lei que se encontra em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania-(CCJ) propõe que a responsabilidade pela fiança em contratos de locação pode vir a ser limitada ao período originalmente contratado, conforme propõe para votação em decisão terminativa. A proposição também estabelece que os locadores serão obrigados a comunicar com antecedência aos fiadores a inadimplência do inquilino em relação às cláusulas do contrato.Ao justificar o projeto (PLS 284/07), o autor da proposta explica que a lei que trata das locações dos imóveis urbanos - a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) - prevê prazo de fiança atrelado ao contrato de locação, caso o inquilino continue a residir no imóvel alugado por mais de 30 dias após o vencimento do contrato, sem oposição do locador. A lei também prevê a possibilidade de acertar, já no contrato de locação, o prazo da fiança. No entanto, explica ainda Raupp, se tal prazo não estiver determinado, todas as garantias do contrato, inclusive a fiança, passam a ser prorrogadas por tempo indeterminado, até a devolução das chaves pelo inquilino. O objetivo do senador é "harmonizar a legislação" ao conteúdo da Súmula 214 do Supremo Tribunal de Justiça-STJ, publicada em 1998, segundo a qual "o fiador não responde por obrigações resultantes de aditamento ao qual não anuiu". Pelo teor da decisão do tribunal, explica Raupp, o fiador não será mais responsável pelos aluguéis e demais encargos da locação que ocorrerem com a prorrogação do contrato sem a sua concordância.Raupp pretende modificar a Lei do Inquilinato ainda para assegurar que o fiador seja informado a respeito do inadimplemento contratual do inquilino afiançado, mesmo que seja por meio de carta registrada. O senador assinalou que normalmente os fiadores só tomam conhecimento da existência da dívida de seus afiançados quando citados pela Justiça.

Insatisfação cresce. Segundo a consultoria Accenture divulgou como resultado de uma pesquisa os brasileiros são os mais insatisfeitos com os serviços de atendimento prestados ao consumidor. O levantamento feito com 3,5 mil pessoas,nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Austrália, Canadá, Brasil e China, revelou que, entre os brasileiros entrevistados, 67% dizem que suas expectativas sobre o atendimento que desejam receber "nunca, raramente ou apenas algumas vezes" são correspondidas. Clientes chineses e brasileiros se mostraram mais exigentes, pois aumentaram a cobrança sobre os serviços de atendimento em 75% e 48% respectivamente no último ano. Mais da metade dos brasileiros e chineses (56%) qualificou os serviços que recebem de "pobre ou terrível" e apenas 5% nos dois países os consideram "excelente". A insatisfação pode estar se refletindo na perda de negócios. A pesquisa indica que 85% dos chineses e 75% dos brasileiros tendem a trocar de fornecedor caso não recebam o serviço esperado.

Investimentos em turismo. O Banco da Amazônia S/A divulgou que, por iniciativa própria, planeja investir R$ 58 milhões em turismo na Amazônia em 2008. Com tal objetivo obteve do Ministério do Turismo e das secretarias de Turismo dos nove estados da região projetos para o setor de acordo com a vocação turística de cada área. O banco também prevê financiar pequenos investidores. Na última sexta-feira encerrou o prazo para recebimento das propostas e agora o Basa vai analisar os projetos passíveis de financiamento. O gerente de Desenvolvimento Regional do Banco da Amazônia, Oduval Lobato, afirmou que aplica pouco em turismo na região, mas o banco pretende apoiar quem quiser investir mais no setor: "A Amazônia tem tanto potencial, mas a gente precisa transformar esse potencial em coisa efetiva, que possa gerar todos os benefícios que a sociedade deseja. Tudo que a gente está fazendo é parte da diretriz do Plano Nacional de Turismo. O banco busca parceiros, induz e apóia para eles transformarem essa idéia em coisas reais, em coisas práticas na região".

Previsões otimistas. O Banco Mundial publicou um estudo com as perspectivas para os países emergentes em 2008 que, na análise do banco, tem uma tendência a um crescimento forte, em torno de 7% neste ano e em 2009, em especial por causa da melhoria do mercado doméstico e da base da economia de muitas dessas nações. Isto, no entanto, não afasta o perigo de problemas, pois os países em desenvolvimento estão mais vulneráveis a turbulências financeiras com o aumento da volatilidade do mercado. Como as perspectivas pioram caso os EUA não se recuperem da crise esta semana passou a ser decisiva para, realmente, se ter uma visão mais apurada das possibilidades reais de crescimento. Espera-se um corte de 0,5% na taxa de juros norte-americana e oscilações nas bolsas que acabarão por se determinar qual o tamanho real da crise imobiliária. De qualquer forma foi otimista o relatório do BIRD que aponta para os países do leste da Ásia e do Pacífico um crescimento de 9,7% em 2008 e 9,6% em 2009. Na América Latina e Caribe, o crescimento esperado para 2007 é de 5,1%, com redução para 4,2% neste ano, por causa da diminuição da demanda de importação norte-americana.

Vai e vem. O PT parece mesmo, apesar dos riscos inerentes à decisão, disposto a partir para o pleito municipal com uma chapa “puro-sangue”. É o que se deduz da falta de disposição para o dialogo com o PMDB que, em represália, decidiu lançar candidatura própria, e endurecer o jogo contra Sobrinho realizando uma oposição sistemática ao seu governo. Esta decisão, na prática, representa a vitória da ala dos autênticos, que venceu a queda de braço nas disputas internas obtendo o respaldo da maioria dos partidários. Quem ainda parece querer buscar novas alternativas é mesmo Fernando Prado que, por não desejar ser mero participante, almeja buscar outra alternativa viável que seria uma aliança com o PV, do deputado federal Lindomar Garçon, também pré-candidato de seu partido ao pleito. Segundo informações as conversas caminham bem e os entendimentos iniciais foram muito satisfatórios. Garçon parece estar com apetite para o poder e ter muito mais noção de que as alianças são fundamentais num pleito majoritário. Assim enquanto avança agregando novos aliados o prefeito Roberto Sobrinho perdeu até mesmo os tradicionais, como o PC do B, que estão procurando seus próprios caminhos, de vez que afirmam que o atual prefeito “é árvore que não dá sombra”. É uma opinião que não é consenso no seio dos comunistas, pois tem muita gente que ainda quer uma aliança com o PT.

É bom, mas dói. Está tramitando,na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que pretende obrigar as empresas de cartões de crédito a ter a foto do titular. A proposta do deputado Eliene Lima (PP-MT) prevê que o dinheiro de plástico ostente a fotografia do seu proprietário para evitar furtos e roubos. Lima justifica que os atendentes das lojas não conferem a assinatura de quem está com o cartão nem pedem documento de identidade. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, mas tem um evidente problema que é o de gerar mais custos para as empresas de cartão de crédito. Estas, embora cobrem juros altos, como é normal no setor financeiro, não deve refrescar. Se aprovada a proposta certamente irá repassar os custos para os clientes.

Efeitos. De acordo com a Fundação Procon-SP a taxa média do empréstimo pessoal dos bancos pesquisados pelo órgão, na cidade de São Paulo, já apresentou uma alta sendo de 5,36% ao mês, quando era de 5,27% no mês anterior. As altas verificadas nas taxas foram realizadas pelo banco Nossa Caixa que alterou de 4,25% para 4,70% ao mês, o banco Real que elevou a taxa de 5,90% para 6,30% ao mês, HSBC alterou de 4,60% para 4,63% ao mês. Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.No cheque especial - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,21% ao mês, mesmo percentual do mês anterior, em função do arredondamento de casas decimais. A taxa média de dezembro de 2007 foi de 8,205% ao mês e no mês atual de 8,209%, devido à alta da taxa do Banco do Brasil-BB que alterou a taxa do cheque especial de 7,52% para 7,56% ao mês. Ou seja, são os primeiros efeitos do aumento dos impostos.

sábado, 12 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL

Um bom começo. “Se você não consegue rebater os argumentos de um outro homem, nem tudo está perdido: você pode ainda xingar a mãe dele” (Elbert Hubbard).

Flona Jamari. São nada menos que oito, na maioria, madeireiras, os candidatos que entraram na disputa pela Concessão Florestal da Floresta Nacional Jamari, em Rondônia. Trata-se da disputa de uma área de 96 mil hectares de floresta, a primeira da Amazônia a ser licitada com amparo da Lei de Gestão das Florestas Públicas, que concede a empresas privadas o direito de exploração de áreas da floresta amazônica por períodos de até 40 anos. A área da Jamari equivale, por exemplo, a mais de duas áreas da cidade de Curitiba, no Paraná (ou cerca de 53.333 campos de futebol). A lei de concessões, supostamente criada com a finalidade de evitar a grilagem de terras da Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da floresta, permite que concessionárias explorem áreas - pré-determinadas pelo Ibama como "áreas de manejo" -, extraiam produtos da terra e comercializem. As empresas vencedoras também podem explorar a região com serviços, como o ecoturismo, mas sempre obedecendo a regras de preservação da floresta, além de normas para atualização de preços de produtos e serviços explorados.

A primeira. A Lei de Gestão das Florestas Públicas foi criada a partir pelo governo federal e aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Ela regulamenta a gestão de florestas públicas (matas naturais ou plantadas em terras da União) e criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal-FNDF, a lei permite concessões florestais pagas, baseadas em processo de licitação pública.Segundo o Ministério do Meio Ambiente do total de 193,8 milhões de hectares de florestas públicas federais, 43 milhões de hectares são considerados legalmente passíveis de concessão. A Floresta Nacional Jamari foi determinada pelo governo como a primeira área a ser licitada. Dos seus 220 mil hectares, 96 mil foram divididos em três glebas (11 mil ha; 33 mil ha; 46 mil ha) e serão disputados pelas concessionárias concorrentes.A área está localizada no Estado de Rondônia nos municípios de Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste e Cujubim. Os objetos a serem explorados na região são produtos da floresta, como madeira, frutos e sementes, e serviços, como o ecoturismo. As concessionárias vencedoras assinarão um contrato que pode ter de cinco a 40 anos.



Cenário complicado. Embora o governo brasileiro jure de mão juntas que não terá problemas a Agência de avaliação de risco Fitch Ratings, no seu relatório sobre as perspectivas de energia para a América Latina este ano, não parece dar muito crédito ao fato tanto que afirma que o Brasil terá de administrar um cenário energético complicado em 2008 e pode ter problemas de suprimento no médio prazo caso cresça mais de 5% ao ano. Assim num trecho do relatório alerta que "O robusto crescimento da demanda de energia gera preocupações sobre o suprimento se esse crescimento passar de 5% ao ano", diz ainda na parte dedicada ao Brasil:"O principal desafio do governo para os próximos cinco anos é tornar viável a expansão da matriz energética". A agência prevê um ano difícil para toda a região, por causa da conjunção de três fatores: crescimento da demanda, escassez de gás e aumento dos preços dos hidrocarbonetos.

Software ambiental. O programa SimAmazônia, um programa de modelagem computacional desenvolvido para simular cenários futuros da região, prevê que a Amazônia pode colocar no mercado de carbono, até 2050, devido ao desmatamento reduzido, cerca de 17 bilhões de toneladas de carbono, caso persista um cenário de desmatamento pessimista. Isto seria o equivalente a poupar quatro anos das emissões globais de poluição. As Estimativas foram obtidas a partir da utilização de um software que está subsidiando a formulação de novas políticas públicas para a região amazônica, com vistas à valoração dos serviços ambientais e, conseqüentemente, ao combate ao desmatamento e às emissões de carbono na atmosfera. Os resultados apontam caminhos para que o Brasil comece a vender carbono para países desenvolvidos dispostos a pagar pela não-emissão. Utilizando cálculo de milhões de dados, ambientais e econômicos, o SimAmazônia é capaz de criar modelos digitais, detalhados e complexos, para prever o comportamento ou a evolução ambiental de uma região específica.

Sobrou para o campo. As operações de crédito rurais que eram isentas passarão a pagar o Imposto sobre Operações Financeiras-IOF a partir deste ano por uma da elevação do IOF e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido-CSLL. Nas contas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada-Cepea o agronegócio brasileiro poderá sofrer um impacto de até R$ 355 milhões com o pagamento da alíquota de 0,38% do IOF sobre as operações de crédito rural. O volume de crédito concedido pelo sistema oficial do governo é de aproximadamente R$ 44 bilhões. Além disso, as operações de Cédula de Produto Rural-CPR oficiais e de gaveta movimentam anualmente cerca de R$ 9 bilhões e R$ 40 bilhões milhões, respectivamente. Assim considerando apenas as operações de crédito rural se pode antever uma arrecadação de R$ 170 milhões por ano. Se o IOF for cobrado das operações de CPR seria possível estimar mais R$ 35 milhões arrecadados pelas CPR oficiais e outros R$ 150 milhões das de gaveta. Na prática, dos R$ 8 bilhões que o governo quer arrecadar do IOF, entre 2,6% e 4% poderão sair do agronegócio, mais precisamente do setor produtivo.A cobrança de IOF nas operações de crédito rural devem representar um aumento de 1% a 1,6% nos impostos pagos pelo setor produtivo. Ou seja, sobrou para o setor rural.

E agora, José? Bem, segundo anuncia a imprensa, para acalmar as insatisfações internas o comando do Exército, formado pelos chefes das Forças Armadas e pelo ministro da Defesa, Nélson Jobim, teria confirmado que apesar da negativa dada pelo ministro do Planejamento Paulo Bernardo, o reajuste salarial para os militares está garantido em 2008. A nota divulgada pelo comando não revela os valores do reajuste, já que ainda devem ser resolvidas pendências relacionadas ao corte de verbas para reajuste do Orçamento de 2008., mas assinada pelo general Enzo Martins Peri não deixa dúvidas sobre o reajuste. Como o ministro Paulo Bernardo havia dito que todos os reajustes de funcionários públicos estavam suspensos até que fossem remanejados os recursos necessários para a área da saúde fica a difícil e imperiosa pergunta: o reajuste será dado só para os militares? Lideranças do funcionalismo público, ontem, já mostravam sinais de descontentamento e cobravam do governo o cumprimento da palavra, mas, depois que se comprometeram a não aumentar impostos e aumentaram o grau de confiabilidade do governo não anda lá essas coisas.

Novo round. O senador Expedito Júnior e o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, recorreram ao Supremo Tribunal Federal contra o desconto feito pelo Executivo da dívida mensal do Banco do Estado de Rondônia-Beron no valor de R$ 10,3 milhões. A medida é uma tentativa do Senado Federal de restabelecer sua autoridade, desrespeitada pela União ao fazer o desconto da parcela recebida pelo Estado de Rondônia do Fundo de Participação dos Estados-FPE), depositada este mês. O Senado quer impedir que a União continue cobrando a dívida do Estado de Rondônia, conforme decidiu unanimemente a Casa por meio da Resolução 34/07 aprovada no plenário no dia 19 de dezembro passado. Esse ato supostamente suspenderia , por 270 dias, o pagamento desses R$ 10,3 milhões até que uma auditoria conclua as responsabilidades do Banco Central e do Estado de Rondônia pela dívida.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL 10.01

Timing. “È melhor sair de cena cinco minutos antes deixando os desejosos do que sair cinco minutos depois deixando os entediados” (Cary Grant).

Suspenso. A boa notícia é a de que o juiz federal substituto, Flávio da Silva Andrade, da 2ª Vara Judiciária de Rondônia, determinou a suspensão das obras do Linhão Jauru-Samuel, que prevê a interligação dos estados de Rondônia e Acre ao Sistema Interligado Nacional de energia elétrica. A ordem foi expedida com base em ação movida pelo Ministério Público que alegou a existência de irregularidades no licenciamento. A ação foi impetrada pelo subprocurador-geral de Justiça do estado, Ivo Benitez. A base foram às licenças ambientais concedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-Ibama e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente -Sedam ao linhão que estão em desacordo com a legislação ambiental. O empreendimento que foi indevidamente dividido em diversos trechos com a intenção de facilitar o processo de licenciamento, mas com evidentes prejuízos para aferição dos impactos, daí a ilegalidade. Sem contar com a questão econômica, de vez que com o Linhão, Rondônia deixa de arrecadar R$ 180 milhões por ano.

De parabéns. Não há como não deixar de parabenizar o Ministério Público e, especialmente, o procurador Ivo Benitez pela ação. Aliás, é perfeita sua colocação de que, com a suspensão das licenças para construção do Linhão, o momento é propício para discutir os benefícios que o Estado receberá com a chegada do Gasoduto Urucu-Porto Velho para geração de energia nos próximos anos. Afirmou o procurador Ivo Benitez que “Este é o momento de cobrar a construção do Gasoduto Urucu-Porto Velho. Essa forma de energia trará benefícios econômicos e sociais para o Estado, pois favorecerá a vinda de grandes empreendimentos”. Existe e deve ser estimulado o comitê de apoio ao empreendimento, o “Gasoduto Já!”, mas esta deve ser uma preocupação de todos nós. Como o Ministério de Minas e Energia-MME já confirmou a a existência de gás natural na Bacia Petrolífera de Urucu é inexplicável que depois de sete anos das autorizações para a construção do Gasoduto nada tenha ainda sido feito. É mesmo uma vergonha na medida em que um linhão que nos prejudica é feito correndo.

É a primeira. De fato os Democratas foram rápidos no gatilho. Protocolaram no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade contra o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido-CSLL para instituições financeiras que teve um aumento da CSLL de 9% para 15% como forma de substituir parte da arrecadação da CPMF. Já havia protocolado uma contra o pacote tributário, na tentativa de impedir o aumento da alíquota do IOF. Não se sabe se vai dar certo, mas, espera-se, pelo menos, que a Justiça decida rapidamente. A rigor, pela essência do direito, qualquer tipo de aumento da carga sem lei fere o princípio da anualidade, mas, há o entendimento ao pé da letra de que aumentar alíquotas não fere tal princípio. Como economista entendo que fere na medida em que afeta a previsibilidade e, no fundo, é uma forma de legislar por regulamentação.

Posse de Camata. O economista Valdemar Camata Junior, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi-IEL, tomou posse, dia 08, oficialmente como presidente do Conselho Federal de Economia-COFECON para o exercício de 2008 numa cerimônia presidida pelo representante do presidente da Fiero, Julio Augusto de Miranda Filho, e do ex-presidente, Synésio Batista da Costa, que foi um grande oxigenador do órgão máximo dos economista. Em seu discurso considerando ser prioridade a modernização da legislação da área profissional do economista enfatizou que Rondônia vem tendo destaque no cenário nacional e a importância que o Estado está assumindo para a economia brasileira com o Complexo do Madeira. O Auditório lotado assistiu também a posse da nova gestão do CORECON/RO e a uma homenagem ao seu primeiro presidente o economista Waldeatlas Barros que, atualmente, é gerente do Banco do Brasil numa agência de Teresina no Piauí e se encontra de férias em nossa capital.

Não gostaram. Embora considerando que é muito, na comparação com o governo Lula da Silva que não deu nada de aumento, o fato é que os servidores públicos não gostaram do aumento de 4% que Cassol enviou para a Assembléia. Uma micharia-foi o comentário menos agressivo a respeito.

Defendeu. No entanto o deputado petista professor Dantas defendeu o aumento afirmando que, por exemplo, com o plano de salários dos professores em alguns casos os salários vão dobrar. Por outro lado, alguns professores em visita ao Sintero expressavam sua incredulidade com o suposto plano dizendo que só vendo para crer. O certo é que o PCCS da Educação ainda vai ser objeto de muita discussão na Assembléia.

Trocando o Cep. Os Correios vão trocar o CEP do Estado inteiro alegando que crescemos muito e não dá mais para usar o antigo sistema. Há!Há!Há! Não sei por qual razão, mas isto me cheira a coisa de português (claro que estereotipadamente falando). Duas coisas me intrigam: 1) Quando implantado não se pensou no futuro? 2) Por que não deixar o Cep antigo e agregar o novo gradativamente? Bem uma mudança como esta me parece que causa um imenso prejuízo aos usuários. Basta pensar que, ontem, uma determinada empresa que estava sendo inaugurada providenciou todos os seus formulários sem saber da mudança inesperada. Quem paga pelos prejuízos?

Nova rodoviária. Segundo divulgação do Tribunal de Contas do Estado a Prefeitura de Porto Velho tem até o próximo dia 11 para atender à solicitação feita a respeito do projeto de licitação para a construção da nova estação rodoviária, para ônibus interurbanos e interestaduais, da Capital. O projeto de licitação para a construção da nova rodoviária foi encaminhado pela Prefeitura ao TCE-RO no dia 27 de novembro e, depois de analisado, foram solicitadas algumas correções e informações sobre o assunto. Se, como é pretensão da Prefeitura, continuar a insistir com a idéia de construir no local da antiga rodoviária pode se preparar para enfrentar problemas jurídicos. Há uma série de instituições e agentes políticos que consideram o local inadequado, além de aumentar imensamente um tráfego que já é congestionado, o projeto, com certeza, será contestado judicialmente.

Bombaram. Um resultado que está surpreendendo os analistas é a constatação de que o crescimento econômico aumentou o volume de empréstimos oferecidos pelos maiores bancos brasileiros às regiões Norte e Nordeste enquanto que a parcela destinada ao Sudeste registrou queda, mas, mesmo assim, em valores totais, a região ainda concentra a maior parte dos recursos liberados pelas instituições. Os balanços dos quatro maiores bancos nacionais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú), que, segundo o BC (Banco Central), que respondem, juntos, por 54% do crédito oferecido pelo sistema financeiro demonstram que, entre junho de 2002 e junho de 2007, último período consolidado pelo BC, o volume de crédito destinado à região Norte do país cresceu 243%, a maior taxa de expansão registrada no período. Este aumento fez com que a participação da região no total de empréstimos disponíveis no Brasil passasse de 2,4% para 3,4%.

Vendas em alta. Os indicadores do movimento de vendas a crédito e à vista da Associação Comercial de São Paulo-ACSP sobre dezembro, na comparação com igual período em 2006, revelam um crescimento médio de 7,9%. É o maior nos últimos dez anos. O resultado deste ano, só foi superado pelo de dezembro de 1997, quando os indicadores de vendas mostraram um aumento de 32,01% em relação ao ano anterior. Mas eram outros tempos, de crescimento acelerado por influência dos primeiros anos do pós-Real, que possibilitou a recuperação do poder aquisitivo. Ou seja, o final do ano foi muito bom para o varejo. Os comerciantes esperam que o otimismo continue a sustentar as vendas em janeiro.

TEIA DIGITAL 09.01

Sem olhar para o passado. “O Brasil não olha para trás por causa da sua maldição de atraso e de miséria” (Lygia Fagundes Telles)

Novos problemas. Se o senador Expedito Júnior faturou reconhecimento e publicidade por conta de seu posicionamento contra a CPMF, agora, parece que estão querendo cobrar a conta. Pelo menos é o que afirma a coluna Radar de Felipe Patury na revista Veja desta semana. Sob o título Hora do castigo, a nota da coluna afirma que “A bancada do PR na Câmara quer que a executiva do partido puna o senador César Borges por seu voto contra a prorrogação da CPMF. A pena proposta é tomar de Borges o controle do PR baiano. Para Expedito Júnior, que também votou contra a CPMF, o castigo sugerido é ainda maior: a expulsão”. Expedito também começa o ano tendo que dar pulos para se segurar no mandato. Como já foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia por compra de voto, e se mantém no cargo através de liminar do Tribunal Superior Eleitoral, seu caso deve ser julgado neste primeiro semestre.
Começou bem. A balança comercial brasileira encerrou a primeira semana de 2008, que contou com apenas três dias úteis, com um saldo positivo de US$ 70 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,493 bilhão e importações de US$ 1,423 bilhão. A informação é do MDIC-Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior as expectativas do mercado, contidas no último relatório Focus do Banco Central, fazem previsões de que, em 2008, mesmo caindo o saldo superavitário deve ficar por volta dos US$ 31,90 bilhões ao final do ano.
No fio da navalha. O resultado da balança comercial tem o lado positivo de colocar um pouco de otimismo na ducha de água fria que foi o aumento de impostos que o governo promoveu logo no começo do ano. Faz bem também lembrar que, no começo de 2007, a grande maioria dos economistas previa o Produto Interno Bruto-PIB brasileiro cresceria 3,5% na melhor das hipóteses. Nem mesmo os mais otimistas no governo apostariam num avanço do PIB de 5,2% que se calcula será o resultado final. Quem sabe se como as reservas sobem, a inflação converge para a meta, os juros caem e o crédito aumenta, com prazos mais longos novamente não seremos surpreendidos por um resultado melhor em 2008? Na verdade o cenário é muito bom e a única questão real é saber se a economia nacional conseguirá alcançar, em 2008, o mesmo desempenho obtido no ano passado. E, por incrível que pareça, a esperança é o crescimento chinês e o problema a possível recessão norte-americana.

Motivos de Otimismo. Se aceitarmos as estimativas do Fundo Monetário Internacional-FMI, que são de que o mundo cresça 4,8% em 2008, uma taxa significativa quando se considera que o atual ciclo de expansão já dura cerca de cinco anos, só há motivos para crer no futuro. Afinal o crescimento da economia tem se dado em quase todas as regiões do planeta nas últimas três décadas. África, Ásia, América Latina e até a Europa aceleraram o ritmo de expansão. Até mesmo a Europa, por exemplo, deve crescer 2,5% este ano o que, para economias maduras, não deixa de ser uma boa taxa. Também um fator fundamental deste longo período de bonança mundial é que o aquecimento econômico vem sendo acompanhado por inflação baixa, enquanto em outras épocas havia sempre o risco de maiores pressões inflacionárias.

Pomo de discórdia. Sou um leitor assíduo de Paulo Queiroz que é um excelente analista político, mas não posso deixar de reparar que, apesar de respeitar sua opinião, não tem o menor sentido afirmar que a Venezuela tem as mesmas condições de liberdade de imprensa (ou melhor) do a do Brasil baseada numa pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC que aponta que os venezuelanos acreditam mais do que os brasileiros na liberdade da mídia em seu país para cobrir os fatos de forma "precisa, verdadeira e imparcial". Segundo tal pesquisa 63% dos venezuelanos acreditam na liberdade da imprensa local. Entre os brasileiros, esse percentual cai para 52%. Se, por exemplo, formos considerar os dados sobre analfabetismo seria de se esperar justamente o contrário, pois o percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é inferior apenas ao da Bolívia na América do Sul. Ora, o Brasil tem 11% de analfabetos enquanto a Venezuela tem apenas 6%. Esclarecendo: quanto maior o grau de instrução menos se acredita na liberdade de imprensa. O que digo é que pesquisas são relativas. O grau de informação no Brasil é muito maior e somos mais urbanizados. Além de que não existem entre nós grupos para-militares nem se conhece casos de jornalistas exilados por culpa do regime como é o caso da “democracia” venezuelana. Na verdade a percepção das pessoas pode ser muito diferente da realidade tanto que Hitler era bem visto. Opinar a favor da liberdade de imprensa e ter liberdade de imprensa são coisas diferentes. Se fizerem tal pesquisa em Cuba capaz do resultado ser igual ao dos países de primeiro mundo.

Previsões econômicas. O relatório Focus, que é uma média realizada semanalmente pelo Banco Central do Brasil junto ao mercado (instituições financeiras), no final do ano fez uma pesquisa em que projetou a expectativa referente a 2008. Em geral concordo com todas as previsões menos com o dólar que, para mi, deve chegar ao final do ano próximo de R$ 1,50 e com o Investimento Externo Direto cuja previsão é de queda de R$ 33 bilhões para R$ 25 bilhões com o que não concordo. Minha previsão é a de que estes devem aumentar para, no mínimo, R$ 42 bilhões.

Ruas vazias. Neste começo de ano Porto Velho parece ter perdido grande parte de sua população. No último sábado os supermercados que vivem cheios, por exemplo, estavam verdadeiros desertos. Até mesmo bares e restaurantes tradicionais redutos “cheios de homens vazios”, segundo Vinícius, o de Morais, estavam completamente vazios.
Cheias de buracos. O que não faltam, no entanto nas ruas são desníveis e buracos. A Avenida Jorge Teixeira que estranhamente o Município na contramão do que, usualmente, se faz, entregou para a União parece um queijo suíço ou uma cratera lunar. Já se reclama por costume e indignação, mas sem possibilidade mínima de ter uma solução a curto prazo. Se os que dirigem próximo a nós são surdos imagine quando se passa a depender de Brasília.
Erro de amostra. A BBC News noticiou que um estudo do pesquisador dinamarquês Lars Larsen, da Universidade de Aarhus, concluiu que a inteligência se mantém estável após os 20 anos de idade e, em alguns casos, pode até aumentar com o passar do tempo. A pesquisa contradiz a teoria de que a capacidade intelectual está no seu auge durante a juventude, entre os 18 e os 26 anos de idade. Até me consolava o resultado da pesquisa, mas, depois vi que o estudo foi baseado nos dados de 4,3 mil ex-soldados americanos, que passaram por uma bateria de testes de inteligência ao entrar no serviço militar, por volta dos 20 anos. Não é lá uma amostra muito confiável. Chamem o sindico! Saudades de Tim Maia.

sábado, 5 de janeiro de 2008

TEIA DIGITAL 06.01.2008


Balanço. “Se procuro em minhas recordações os que me deixaram um sabor duradouro, se faço balanço das horas que valeram, sempre me encontro com aquelas que não me valeram a pena” (Antoine de Saint-Exupéry)

Ôxente Brasil. O restaurante Ôxente Brasil mudou para a Rua João Pedro da Rocha, 2281, no local do antigo Asa Branca, entre Calama e Abunã, dois quarteirões antes do Supermercado Irmãos Gonçalves, vindo no sentido bairro-centro, bem ao lado da Auto-Escola OK. O Ôxente Brasil, especializado em culinária nordestina, além do famoso arrumadinho, da buchada, da carne seca e outros acepipes ainda continua com a cerveja estupidamente gelada, a rapadura de sobremessa e sempre uma boa cachaça disponível. O importante é que o conzinheiro, o garçon e até o serviço continua o mesmo. Para quem gosta de comida nordestina é programa imperdível.

Expansão do crédito. Embora o Banco Central tenha feito uma estimativa conservadora de que o Produto Interno Bruto-PIB do Brasil deve crescer 4,5%, abaixo, portanto dos 5% do ano passado, todavia os especialistas em crédito prevêem, mesmo com as medidas que o afetam diretamente, um aumento na oferta de crédito de cerca de 15% este ano, em termos nominais. As taxas de juros do Brasil são das mais atrativas do mundo, de forma que há bastante ingresso de dinheiro o que favorece o aumento da oferta de crédito. Como o setor imobiliário não foi afetado pelas medidas deve ser um dos carros chefes do crescimento do crédito este não ficando acima da média. A projeção também é de que o crédito para venda de veículos vai permanecer em expansão juntamente com o crédito pessoal, apesar do maior custo.

Nunca antes. No aniversário de 26 anos de instalação do Estado, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Neodi Carlos, afirmou que Rondônia registra hoje um momento promissor, inédito na sua história econômica. No entender do presidente do Poder Legislativo, o Estado será importante para o processo de desenvolvimento econômico do país: “O ano de 2008 marca o início de uma nova fase da história dos rondonienses com crescimento econômico ocasionado em decorrência da construção das usinas do rio Madeira; a suspensão do pagamento da dívida do extinto Beron e a realização da consulta plebiscitária para criação do município de Extrema, na divisa de Rondônia com o Acre”. Ou seja, aderiu a Lula da Silva em nível de Estado.

Adesão. Aliás, também o governador Ivo Cassol aproveitou o mote. Afirmou que o Estado vive seu melhor momento em sua curta trajetória, projetando um crescimento sólido e pujante para os próximos anos. E cheio de otimismo disse que "Temos esperança em um futuro ainda melhor e mais promissor. Precisamos aproveitar com inteligência e responsabilidade as nossas riquezas para dar uma vida melhor ao nosso povo. Nossa administração tem trabalhado nesse sentido, por isso Rondônia atravessa um dos mais positivos e promissores momentos em sua curta história". As palavras foram ditas na solenidade de comemoração de aniversário do Estado prestigiada por um bom número de pessoas, apesar da chuva fina, que aconteceu na escadaria da Unir Centro e na Praça Getúlio Vargas, com desfile cívico-militar, apresentações culturais e exposições artísticas. O governador Ivo Cassol fez a abertura da solenidade com o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Rondônia e Porto Velho.

O que se sabe. A maior inserção do Brasil no mercado internacional aumentou sensivelmente os recursos nacionais no exterior. Entre 2001 e 2006, os investimentos externos saltaram de US$ 68,59 bilhões para US$ 152,21 bilhões. Um crescimento de 121,9% no período, de acordo com censo dos capitais brasileiros no exterior, divulgado pelo Banco Central- BC. De 2005 para 2006, o estoque de ativos cresceu 36,2%. Este resultado é fruto do mapeamento feito com base na declaração de Capitais Brasileiros no Exterior-CBE, que obrigatoriamente é enviada todos os anos pelas empresas e pessoas físicas com ativos no exterior acima de US$ 100 mil. O levantamento começou a ser feito em 2001 e serve para calcular a Posição Internacional de Investimento, indicador econômico auxiliar na formulação de política econômica. Isto cobre apenas o que se declara. O que não se declara...

A versão é outra.
Segundo fontes peemedebistas a questão do racha interno do PMDB municipal não passa por Neirival Pedraça e Abelardo Castro, como tentam impingir a idéia, servirem a interesses externos, mas sim que o prefeito Roberto Sobrinho e o PT não querem ceder espaços na administração. Apesar de precisarem do tempo de televisão e do apoio de outros partidos para vencer estão de salto alto querendo impor a qualquer preço uma chapa “puro-sangue”. Qual a vantagem do PMDB em entrar no famoso esquema Caracu?- é o que afirmam os peemedebistas históricos.

Inflação alimentar. Foram os alimentos os grandes vilões do aumento da inflação em 2007 com o feijão liderando sua alta. O preço do produto subiu 149,50% no ano na relação dos itens com as maiores variações no IPC-Índice de Preço ao Consumidor, medido pela Fipe-Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas de São Paulo. O produto também foi o que mais contribuiu para a expansão do IPC, de 4,38% em 2007, representando 10,02% do índice (0,43 ponto percentual). Entre as maiores altas absolutas, as 20 primeiras posições são de itens de alimentação. Atrás de feijão, estão abacate, com variação de 127,21%, seguido por leite em pó (43,77%), limão (41,30%) e batata (40,30%).

Um falso debate. Constantemente os jornalões, revistas e telejornais alternam manchetes e matérias que oscilam entre o ufanismo do crescimento (falso) “nunca antes neste país” e as matérias sensacionalistas que criam o receio do aquecimento global e da necessidade urgente de impedir o crescimento, em especial na Amazônia, como forma de conter o “capitalismo consumista”. È a criação do falso dilema entre economistas e ecologistas que, na verdade, só existe quando se adotam posições irreais e radicais. No fundo isto é muito estimulado pela posição adotada pelo governo que diz que o Brasil" tem um plano de combate ao desmatamento, bem como que o valor da floresta em pé, com sua biodiversidade, é inestimável até para a indústria – a tradicional vilã do ambientalismo, porém, não diz como as populações que vivem na Amazônia vão viver sem desmatar. Claro que há o exemplo do Amazonas. Mas lá foi a criação e a manutenção do projeto Zona Franca de Manaus, que preservou mais de 98% das florestas do estado do Amazonas. Por outro lado, concentrou toda a população ( e os problemas) num único e gigantesco pólo urbano. Ou seja, não serve para todos os Estados. Se bem que o desmatamento tem mesmo diminuído nos últimos anos, segundo fontes oficiais, isto vem sendo obtido até com uso das Forças Armadas, por exemplo, sendo utilizada contra supostos crimes ambientais. Mas, não se escutam os amazônidas e até se divide, divide o Ibama em dois, da noite para o dia, sem o conhecimento nem do próprio Ministério do Meio Ambiente quanto mais das populações afetadas por suas ações. Ou até mesmo quando o governo impede projetos de asfaltar rodovias existentes e abrir novas, em várias regiões da floresta amazônica, ignorando que são vitais para a região. A verdade verdadeira é que será impossível ter uma política de meio ambiente real se não forem considerados os substratos econômicos. De nada adianta fazer discursos sobre preservação ambiental ou xingar o capitalismo consumista e irresponsável que conduz a recordes sucessivos na economia prejudicando o meio ambiente se não houver uma política que contemple os interesses envolvidos e dê condições as populações de sobreviverem dignamente. Os sucessos obtidos por políticas meramente fiscalizatórias são uma ilusão que, rapidamente, se desfaz.

TEIA DIGITAL 29.12


Trabalha, trabalha nego. “Ninguém jamais afundou em seu próprio suor” (Ann Landers)

Mamão com açúcar. No auditório da Emater o governador Ivo Cassol fez um balanço do seu governo e das relações com os deputados chegando a afirmar que não tem nenhum adversário entre os 24 deputados da Assembléia Legislativa classificou a atual legislatura como “mamão com açúcar” em comparação com outras legislaturas nas quais houve o predomínio do impasse e da queda de braço entre os Poderes. Dizendo que, no passado, as coisas não andavam ressaltou que se foram os tempos em que os projetos ficavam engavetados ou parados no âmbito do Poder Legislativo Estadual. "Agora tudo é feito a toque de caixa, como um verdadeiro relógio suíço". Para Cassol são tempos de harmonia e lembrou que não existe oposição, e que até mesmo os deputados do PT, são gentis com seu governo. Na ocasião, para reforçar o que dizia, chegou a brincar com o deputado estadual petista, Ribamar Araújo, presente na platéia: “Vejam aí, o Ribamar, ele é boa gente. - Não é carne de pescoço como vários outros petistas”, espetou.

Olha o fumo. Cassol, na coletiva que deu na Emater, estava de bom humor tanto que até a advertência que fez foi jocosa: “não admitirei coisas erradas da parte de meus secretários e assessores. Quem fizer coisa errada vai levar fumo...”

Ruim de corrida. Um estudo divulgado pela Cepal-Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe da ONU revela que o Brasil, em termos de crescimento do Produto Interno Bruto-PIB, deve ficar em 7º entre as 12 economias da América do Sul, atrás de Argentina (8,6%), Venezuela (8,5%), Peru (8,2%), Uruguai (7,5%), Colômbia (7%), Paraguai (5,5%) e Chile (5,3%). Ainda que o Banco Central-BC projete um crescimento do PIB do Brasil de 5,2% este ano será um crescimento abaixo da média da América do Sul (6%) e de toda a América Latina e o Caribe (5,6%). Mesmo crescendo 3,7% em relação ao ano anterior, o PIB brasileiro ficará acima apenas de Suriname (5%), Guiana (4,5%), Bolívia (4%) e Equador (2,7%). O documento que faz uma análise do desempenho econômico dos 34 países da América Latina e do Caribe mostra que nestee universo mais amplo, o Brasil ocupa a 17ª colocação. O que obteve melhor desempenho foi o Panamá (9,5%), mais bem-posto no ranking do que a Argentina (8,6%), segunda colocada; e a Venezuela (8,5%), na terceira posição. A Cepal indica numa parte do estudo que o "desempenho regional" só não será melhor em 2007 em função do "menor dinamismo do Brasil e do México, que representam cerca de dois terços do PIB" do continente.

Me engana que gosto. Só para mexer um pouco com o bestunto. O ministério do Meio Ambiente noticia que o Acre é o Estado com o maior índice de redução do desmatamento da Amazônia, com 63% a menos do que em 2006.
Tudo muito bem. Tudo muito bom. Ao mesmo tempo divulga que
as operações do Ibama do Acre, em parceria com o exército e a polícia federal, detectaram mais de 36 mil hectares de desmate e 7.500 mil de queimadas irregulares.
Claro que não vou dizer que há alguma coisa de errado com uma ou com outra parte da noticia, mas, o desmatamento lá deve ser invisível, por suposto.

Encontro. O Mirante III, ali ao lado da igreja, é sempre uma atração com a música do Armandinho e do Carlinhos, nas quintas e sextas, e o espetáculo do fim de tarde do sol no rio Madeira. Imemorialmente sou um assíduo freqüentador. Encontro batendo papo por lá duas figuras que já fizeram muito por Rondônia, os técnicos, professores e poetas José Valdir Pereira e Pedro Albino Aguiar, ambos membros da Academia de Letras de Rondônia, lembrando fatos e coisas do período pré-cambiano, a época pré-criação do Estado, com Teixeira querendo fazer os “cavalos” (migrantes) aumentarem, inclusive via estatísticas. Por sinal o site de José Valdir é sempre um local a ser visitado (http://www.josevaldir.com/).

Mais placas. O número de veículos emplacados este mês, na primeira quinzena, registrou um aumento de 13,17%, na comparação com o mesmo período de novembro, de acordo com o último relatório da Fenabrave-Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Nos quinze primeiros dias deste mês, 228.919 veículos foram emplacados no país inteiro, contra 202.283 na primeira quinzena de novembro. Já em relação à primeira metade de dezembro de 2006 (159.496 veículos), houve a alta significativa de 43,53%. O resultado superou a previsão da Fenabrave, para a primeira quinzena de dezembro, que era de 235.140 emplacamentos. Ou seja, o setor está, realmente, superaquecido.

Mais impostos. Informa a ACSP-Associação Comercial de São Paulo que a arrecadação tributária nacional alcançou a marca de R$ 900 bilhões na última segunda-feira (24). O valor superou a quantidade arrecadada em todo o ano de 2006, que fechou com R$ 812,7 bilhões. Em 2005, o impostômetro fechou o ano na marca dos R$ 731,8 bilhões. Para este ano a estimativa da entidade estima é que a arrecadação de impostos alcance R$ 921 bilhões, montante cerca de 11% maior do que os R$ 812,7 bilhões registrados no ano passado.

Impressionante.
Fiquei espantado mesmo foi com a divulgação de que durante a Operação Ano Novo, a Polícia Rodoviária Federal vai empregar 9.700 policiais em escala, 2 mil viaturas, 10 helicópteros, 500 radares e 400 etilômetros. Entre os medidores de velocidade, 90 são de última geração, com tecnologia a laser e à prova de detectores de radar. Os equipamentos funcionam por até oito horas, sem necessidade de recarga da bateria, e podem registrar até 7.200 infrações por dia. Ainda mais por ter acrescentado um sinônimo desconhecido ao vocabulário. Tive que pesquisar para descobrir que etilômetro é a nomenclatura técnica que designa o equipamento, certificado pelo INMETRO e homologado pelo DENATRAN, popularmente conhecido como Bafômetro.

Não é. O senador Raupp está conseguindo transformar tudo em notícia inclusive a não notícia. Ora, pelo que se sabe, sempre se colocou com não candidato ao governo do Estado, então, qual o motivo para dizer que não é candidato? Um bom talvez seja o fato de que, quando menos se esperava, a liderança do prefeito Confúcio Moura, que já é muito grande na região de Ariquemes parece estar crescendo também em outras regiões. Por mais que diga que qualquer companheiro pode ser o candidato do partido o fato é que, como seu presidente, Raupp tem suas preferências, daí seu não lançamento funciona mais como um “tô aqui ó” do qualquer outra coisa, ou seja, seja quem for terá que passar por ele-é a leitura que alguns especialistas políticos fazem.

Caiu? Segundo o Departamento Econômico do Banco Cenral-BC a dívida líquida do setor público consolidado fechou novembro em 42,6% do PIB (R$ 1,127 trilhão). Este é o menor número desde dezembro de 1998, quando o indicador ficou em 38,9%. No entanto a bela explicação da queda do indicador na comparação com outubro (43,2%) reflete a revisão do cálculo do PIB feita após a divulgação dos dados do terceiro trimestre e já inclui a projeção de crescimento da economia de 5,2% para 2007, como anunciado ontem no Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central.
Ou seja, é uma queda, para não ser muito crítico, maquiada, pois o PIB, entendam, foi revisto para cima. Em outubro, a dívida estava em 43,2% do PIB, o equivalente a R$ 1,132 trilhão-quase a mesma coisa, portanto, mas,segundo o relatório divulgado pelo BC, o efeito da desvalorização cambial sobre os ativos indexados ao dólar ajudou nessa redução.O BC observa ainda que a dívida caiu 2,1 pontos porcentuais no acumulado do ano.