
E o impossível. "Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada" (Clarice Lispector).
Por uma solução negociada. O senador Expedito Junior, no plenário do Senado, cobrou que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, cumpra o compromisso assumido em audiência pública no Senado, em 2008, de não permitir a remoção das famílias que ocupam há 15 anos a Floresta Nacional do Bom Futuro (Flona), em Rondônia. O parlamentar lembrou que, na ocasião, o ministro teria dito que "foi um absurdo e um erro cometido no passado quando se permitiu que as famílias adentrassem a floresta, mas será um erro maior ainda tirar essas seis mil famílias da reserva". Apesar da promessa, há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2005 que prevê a retirada das famílias. Para Expedito Junior, os culpados pelo problema não são os moradores que invadiram a floresta, mas sim o governo federal, que não fiscalizou adequadamente a reserva e permitiu seu crescimento. Ele defendeu uma saída negociada e pediu mais tempo para se encontrar uma solução adequada que proteja a população.
Só rindo. Por outro lado o ministro Minc desceu por aqui afirmando que a desocupação será “pacífica”. Para quem cara-pálida?
Lógica ruim. O que mais surpreende em relação à Flona Bom Futuro é que movimentam 367 agentes, entre eles membros do Instituto Chico Mendes (ICMBio), Polícia Militar Ambiental de Rondônia, Exército e Incra, para, supostamente, coibir os desmatamentos. Coibir? Ora, a ocupação irregular e a criação de gado dentro da Floresta Nacional é uma atividade antiga e consolidada tanto que a reserva já perdeu cerca de 25% de sua cobertura vegetal, como reconhece o próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA) que cadastrou (e certamente errado porque é muito mais) apenas 3 mil pessoas e um rebanho com 35 mil cabeças de gado. É uma lógica de camarão mexer com esta gente agora. E o “pacifismo” de Minc é de uma crueldade inata na medida em que, silenciosamente, há duas semanas desencadeou uma operação que explicou da seguinte forma: as famílias não serão expulsas, mas o gado terá que sair. “Aqui não sai mais madeira, não entra gado e não entra mais ninguém”, disse o ministro. O ministério está notificando pecuaristas para que retirem seus animais em seis meses. Ou seja, fiquem sem atividade econômica e morram de fome.
Só na China. O número de clientes da telefonia celular na China chegou a 670 milhões no final de março (metade dos moradores do país), segundo o Ministério de Indústria e Informação Tecnológica. O crescimento desde julho, quando no país havia aproximadamente 600 milhões de usuários, se deve em parte "ao empurrão ocasionado pelos aparelhos da terceira geração (3G)", destacou o Ministério. Desde que surgiu a tecnologia 3G, no dia 7 de janeiro, mais de 10 milhões de chineses se registraram como novos usuários, disse o ministro de Indústria e Informação Tecnológica chinês, Xi Guohua. Apesar do número crescente de usuários, o lucro líquido da indústria das telecomunicações caiu 18,7% nos três primeiros meses do ano, aos 37,65 bilhões de iuanes (US$ 5,54 bilhões).
Cemitério de verbas. Mais uma vez se anuncia que o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, assinou uma ordem de serviço para a recuperação do galpão 2 da praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que tem um custo de R$ 1 milhão e 650 mil oriundos do termo de compensação da construtora da usina hidrelétrica Santo Antônio. Segundo também anunciado, além da recuperação dos galpões, está em andamento a ampliação da calçada da avenida Farqhuar, onde será construído um mirante, com quiosques. Na próxima semana, será iniciada a reforma da praça e do anfiteatro. O que é impressionante em relação à Madeira-Mamoré é que anunciam tanta coisa e tudo por lá continua se deteriorando e, a rigor, não se observa nenhuma melhora.
Concordo. Um dos executivos da Google, e considerado um dos pais da internet, Vint Cerf, foi uma das grandes atrações do evento IJ-6, Sixth Conference on Innovation Journalism, em Stanford, nos EUA. Na sua palestra o que disse de muito interessante foi que a internet oferece uma quantidade gigantesca de informação, por isto as tarefas básicas do jornalismo - selecionar e priorizar - estarão sempre em alta. E acentuou que o grande volume de informação gera competição pela atenção do público e construir uma marca será "um dos fatores que vão ajudar a competir com outras fontes de informação às quais as pessoas estão expostas". Para Cerf, "o jornalismo vai se tornar uma questão de branding".
Protesto. Ontem, pela manhã, o Sindicato dos Bancários de Rondônia fez um ruidoso protesto em frente à agência do Banco da Amazônia (Basa), em Porto Velho. Os sindicalistas reivindicam o pagamento da Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR) aos funcionários afirmando que o Basa é o único banco que ainda não pagou nenhuma parcela da PLR. Por isto mereceu dois carros de som em frente à agência, chamando os funcionários para uma paralisação com a ajuda dos pequenos produtores rurais, empunhando cartazes em apoio ao protesto. E se tivessem chamado os micros e pequenos estes também, com certeza, estariam presentes, pois, se queixam que o Banco da Amazônia é burocrático, complicado e anti-micro da forma com tem tratado os empreendedores.
Cálculo bem feito. O lançamento da candidatura de Acyr Gurgacz pelo PDT revela uma estratégia muito bem pensada. Na medida em que o PMDB já lançou praticamente Confúcio Moura afastando a possibilidade de uma união com o PT o grande adversário do líder jiparanaense seria, portanto, o candidato do governador João Cahúlla. Na opinião de analistas do partido é uma jogada que favorece bastante uma terceira via, no caso, Acyr que tem a seu favor uma liderança já consolidada no Estado. Daí a euforia que cerca o lançamento de sua candidatura pelos pedetistas. Consideram que, no quadro posto, certamente Acyr ganha.
Chumbo grosso. Não é à-toa que o presidente Lula e os ministros se preocupam tanto com a CPI da Petrobras. Já sabem que a oposição traçou seu plano tático com a escalação de um time experiente de senadores para a comissão e querem investigar irregularidades no Petros, o fundo de pensão da estatal, e eventuais práticas de caixa dois para campanhas políticas também estão no foco, de vez que, em seis anos, a estatal contratou 46 bilhões sem licitação. E, de quebra, ainda existem os patrocínios culturais financiados pela empresa, contratos de licitação e denúncias de desvio de dinheiro de royalties pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Mais competitivo. O Brasil está mais competitivo é o que indica um ranking de competitividade mundial, em que ocupa o 40º lugar na lista de 57 países pesquisados pela escola suíça de negócios IMD. O Relatório Anual de Competitividade da IMD de 2009 mostra que os Estados Unidos mantém a liderança, seguidos por Hong Kong, Cingapura, Suíça e Dinamarca. Logo adiante do Brasil estão Espanha, Bulgária, Peru e Cazaquistão. Atrás do país estão Jordânia, Indonésia, Filipinas e Polônia. O componente de performance econômica brasileira aumentou 10 posições, para o 31º lugar, enquanto o de setor empresarial subiu 2 posições para o 27º lugar. Segundo o estudo, além do Brasil ter subido três posições na colocação geral de competividade diminuiu a distância entre o país e as economias mais competitivas.


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