Não diga. "Às vezes, por amor à humanidade, abraça-se um ser qualquer (porque não se pode abraçar toda a gente): mas é precisamente isto que não se deve revelar ao tal ser qualquer..." (Friedrich Nietzsche).
Clima de medo. Criou-se um verdadeiro clima de terror entre motoristas e cobradores sistema de transporte de Porto Velho que realizaram ontem, na 7 de Setembro, uma mobilização em sinal de protesto pelo incêndio de um coletivo ocorrido na madrugada da sexta-feira (12.03) no terminal de ônibus Conjunto Guajará, zona Norte da capital. A mobilização inclui também os taxistas (Sintaxi) que também ameaçam com paralisação com o objetivo de pedir mais segurança numa atitude que já havia sido tomada na manifestação realizada no início do ano quando a categoria em peso protestou contra o assassinato de um taxista. O receio dos trabalhadores de transporte tem razão de ser, pois, a cobradora quase morre queimada durante a investida criminosa ao coletivo. Para eles, a situação está ficando pior, e a categoria teme que novos acontecimentos ocorram, daí, a falta de ônibus neste sábado com uma paralisação parcial das atividades por puro medo.
Predicition markets. A Revista Amanhã dando destaque aos mercados preditivos, também chamados de bolsas de previsões, que trabalham com apostas sobre diversos tipos de acontecimentos futuros. Um dos mais antigos prediction market foi criado na Universidade do Iowa em 1989, onde os estudantes apostavam sobre quem venceria as eleições presidenciais dos Estados Unidos naquele ano. Audrey Peres, diretora da Mercado de Previsões, primeira empresa brasileira a trazer o conceito para o país, afirma que "Diversas companhias têm adotado essa ferramenta e chegado a ótimos resultados; é algo que está sendo disseminado", explica. Ela cita o Google como case de utilização da ferramenta, pois consulta desde 2005 seu público interno sobre previsões de demandas. Por exemplo: "quantos usuários o Gmail terá até agosto de 2009?"; ou mesmo sobre desempenho: "o produto X estará pronto para ser lançado em dezembro de 2009?". Audrey conta que trabalhava na Alemanha no começo do ano passado quando tomou conhecimento do tema ao ler um artigo da McKinsey & Company. Da leitura, surgiu a ideia do negócio. Para materializar seu projeto, a administradora conseguiu fazer com que a Mercado de Previsões se instalasse na Incubadora Tecnológica da Feevale (ITEF), em Novo Hamburgo (RS). No começo desta semana, entrou no ar o portal www.mercadodeprevisoes.com.br, onde qualquer pessoa pode se cadastrar gratuitamente, receber um "dinheiro virtual", e apostar nos resultados de acontecimentos. As perguntas contemplam diversas áreas, do esporte à economia. "Quem vai ser o campeão da Copa do Brasil?", ou, "qual será a taxa de crescimento do PIB brasileiro em 2009?", são apenas dois dos vários questionamentos feitos no portal. Quem acerta, acumula capital (pontos, neste caso), assim como num jogo virtual. Audrey conta que a empresa pretende fazer com que o conceito de prediction markets fique mais conhecido no Brasil e então lucrar por meio das soluções corporativas. "É uma alternativa mais barata às pesquisas de mercado", diz a executiva. A estratégia é simples: com a ferramenta (na verdade, um software), as empresas poderão saber a opinião de seus colaboradores ou do público externo (que poderá se identificar ou responder anonimamente) sobre decisões tomadas, expectativas para produtos recém-lançados, estratégias a serem traçadas, etc.O objetivo da Mercado de Previsões é chegar ao fim de 2009 com 5 mil usuários cadastrados em seu site. Para o próximo ano, a intenção é prever de maneira acurada os resultados das eleições presidenciais no Brasil.
Resgate. A Energia Sustentável do Brasil concluiu as atividades de resgate de peixes da ensecadeira de primeira fase (entre a margem direita e a Ilha Pequena), com índice zero de mortandade dos animais. Foram devolvidos ao rio Madeira 93 espécies diferentes. O maior exemplar encontrado e devolvido ao rio foi um Jaú de 53 quilos e 1 metro de comprimento. Também como destaque houve o resgate de uma tartaruga nativa de 48 quilos. Algumas espécies capturadas foram marcadas para o monitoramento de seu deslocamento ao longo do rio Madeira. Outras raras foram selecionadas para pesquisa científica. A operação foi realizada nos meses de maio e junho de 2009 contando com tecnologia de ponta aplicada ao processo de resgate, além da incorporação da variável ambiental e ecológica nos processos decisórios da engenharia. A atividade de retirada dos peixes durou aproximadamente 30 dias e envolveu cerca de 60 profissionais, das áreas de Engenharia e Meio Ambiente. Uma grande parte do sucesso da operação deve-se ao fato de que todos os consultores contratados são provenientes de diversos centros de excelência, como Museu Paraense Emílio Goeldi, Itaipu Binacional, Universidade de Maringá e Universidade Católica de Goiás, e já haviam realizado este tipo de operação em outras hidrelétricas de grande porte existentes no Brasil.
Despencou. Malgrado a intensa propaganda governamental quando se procura os resultados de melhoria e de eficiência do governo federal, de fato, somente se encontram provas de que sua execução é baixa. Recentemente foi divulgado que o Plano de Aceleração do Crescimento-PAC, o mais importante do governo, somente tinha, até maio, realizado 3% dos investimentos previstos. Agora, apesar governo brasileiro investir muitos recursos em portais de prestação de serviços, o chamado governo eletrônico, que, no governo FHC, colocou o país no 18º lugar no raÒnking mundial das melhores práticas de e-gov da ONU, posição alcançada em 2003, agora, em 2008, no mesmo ranking se divulga que o país teve variação negativa, caindo para a 45ª posição. Os dados foram apresentados no 15º Conip pela consultora Florência Ferrer, da e-Stratégia Pública.
Ó país. Vem me contar um amigo meio triste que “o João Antônio, meu neto mais velho, voltou da escola se gabando: – Vôvô, tô me sentindo igual ao Lula. Claro que perguntei a razão: – Meus colegas me escolheram como o cara que estuda menos, fala melhor e enrola mais a professora. Terrível.
Na mesma tecla. Reproduzido, mesmo que aos pedaços, o artigo da edição de sexta-feira (12) da revista "Science" que compara 286 municípios da região amazônica em diferentes estágios de desmatamento e conclui que a prosperidade gerada pela destruição da floresta é temporária. Também mostra que, em locais com alto índice de desmatamento há uma tendência a haver piores índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), bem como de cada um de três seus componentes (taxa de alfabetização, expectativa de vida e renda per capita).Os autores chamam o padrão encontrado de boom and bust (algo como “ascensão e queda”) e dividem os municípios em sete categorias diferentes, desde aqueles que ainda têm cobertura florestal de mais de 90% até os que possuem menos de 5% de floresta, e comparam seus indicadores sociais e econômicos. Somente não dizem como as pessoas vão viver sem desmatar, mas, é claro, que, para quem não vive na Amazônia isto é irrelevante como irrelevante é fazer um MP que, com 80% de preservação das áreas torna as pequenas propriedades inviáveis para qualquer coisa, mas, papel aceita tudo.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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