quarta-feira, 10 de junho de 2009

TEIA DIGITAL



Amar. “Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: aqui...além...Mais este e aquele, o outro e toda gente....Amar!Amar! E não amar ninguém!” (Florbela Espanca).

Visita. Recém-assumindo a coordenação de comunicação do grupo Guascor a jornalista Gabriela Garcia esteve visitanto Porto Velho e convidou algumas pessoas ligadas a imprensa para um almoço no Restaurante Miyoshi. Simpática e cativante Gabriela também me presenteou com um livro sobre os dez anos de atuação do grupo com o nome de "Luzes da Amazônia" que mostra como a empresa tem levado energia aos lugares mais distantes da região. Interessada em conhecer a região e o Estado de RondÔnia prometeu que não demora muito a voltar para visitar algumas atrações que, em conversa com as pessoas, se sentiu atraída por ver como é o caso do Baixo Madeira e do Lago do Cuniã.

Intimidação. Ninguém é contra a iniciativa da Petrobras de criar o blog “Fatos e Dados” para comunicação direta com o público e para tratar das questões que serão discutidas na CPI. A questão real é a Petrobras postar as perguntas e respostas antes da publicação de forma que impede a investigação jornalística e os "furos" de reportagem. Os jornais têm razão de se incomodar por este tipo de comportamento ferir a preservação do furo e o trato editorial da informação. A Associação Nacional dos Jornais protestou, em nota assinada pelo seu vice-presidente e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão Júlio César Mesquita: “A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas. Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes. Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um ‘tratamento adequado’. Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos”.

Incomodando. Não há dúvidas, porém, que existe uma caixa preta na Petrobras tanto que não é à-toa que o próprio Lula já se mexeu para interferir na CPI no Senado. Com tantos contratos vultosos e sem licitação será muito difícil não ter carne debaixo deste angu. O que falta mesmo é uma oposição determinada e competente.

A força dos jornais. Uma pesquisa feita pela FSB com os deputados federais demonstrou que ainda são os jornais sua principal fonte de informação (65%). A mídia impressa é seguida pela Internet (17%), telejornais (13%), rádios (2%), revistas (1%) e por outros meios (2%). O estudo foi feito pelo Instituto FSB, com 235 parlamentares de 18 dos 19 partidos com representação na Câmara. O estudo também identificou que a preferência pelos jornais diminui a cada geração. Entre os deputados com mais de 53 anos (116 entrevistados), a escolha desta mídia como principal fonte de informação é de 72%, contra apenas 8% que dizem preferir a Internet. Já no grupo com idade até 45 anos (57 parlamentares), a diferença cai para 17 pontos percentuais. Não deve ser muito diferente se for feita uma pesquisa entre os senadores, executivos ou na própria justiça. Se engana muito quem pensa que jornal não tem força. Ainda é a partir dele que se faz a opinião, se analisam e discutem os pontos de vista, ou seja, quem, de fato, tem poder e responsabilidade lê os jornais.

Não cai na real. O ex-governador Jorge Viana não consegue deixar de ser Narciso. É o que se observa quando afirma que ele, o governador Binho Marques, a senadora Marina Silva, o senador Tião Viana, o prefeito Angelim e tantos outros, trabalham em prol do desenvolvimento do Estado, enquanto seus adversários usam do expediente da intriga, dos ataques às realizações que estão sendo feitas, sem qualquer responsabilidade com o futuro do Estado. Assim afirmou sobre a oposição que contesta suas idéias que “Infelizmente são pessoas que não amam o Acre. Pessoas cuja prioridade é falar mal do Acre, falar mal do nosso governo. Pessoas que têm como referencial de desenvolvimento o modelo de Rondônia, enquanto lá, em Rondônia, muita gente quer aprender como Acre realiza seu processo de crescimento levando em conta a diversidade da Amazônia, suas riquezas, suas potencialidades”. O fato concreto é que confunde, inclusive nas palavras, o governo dele com o Acre. Não consegue cair na real de que em Rondônia, há desenvolvimento enquanto lá no Acre há um marketing que irá se dissolver com a perda do poder de um grupo que conseguiu dominar o Estado por longo tempo e foi competente, políticamente, em dominar os espaços, inclusive nacionais, porém, o Acre pouco evoluiu com eles.

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