sexta-feira, 3 de julho de 2009

TEIA DIGITAL



Por cima. "A paisagem exuberante despertou uns grãozinhos de poesia em mim. Muitas vezes, quando contemplava a imensidão do mar em cima de um rochedo batido pelas ondas, com a água salpicando meu rosto, pude sentir o transcendente" (Hermógenes).

Convênio. A Caixa de Assistência dos Advogados de Rondônia (CAARO) firmou parceria com duas das maiores redes de planos de saúde do Estado, Unimed e Uniodonto. O convênio, assinado no último dia 26, além de representar uma ampliação nos serviços prestados pela CAARO, deve proporcionar aos advogados mais comodidade, melhores serviços e maiores descontos nos planos de saúde e odontológico. O presidente da CAARO, Juraci Jorge da Silva, explica que entre os benefícios do convênio estão os descontos, de 20%, para usuários do plano nacional e, de 10% a 13%, para o plano participativo. “O período de adesão é até 31 de dezembro deste ano, na Unimed”, avisa. O diretor de mercado da Unimed, médico Sidrack Gomes da Silva, explicou que os planos são válidos tanto para o advogado quanto para os dependentes. “Os planos são: o nacional e o Uniplus. O Uniplus é regional, mas dá direito a atendimento nacional, desconto especial em urgência e emergência e transporte quando não existir tratamento em Porto Velho”. Outro plano oferecido pelo convênio é o Unifácil, que dá 30 dias de carência para exames e consulta. O convênio da Caixa de Assistência dos Advogados com a Unimed ampara os advogados militantes em porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim.

Mídia em alta. Segundo a coluna Em Pauta, publicada na edição 1365 de Meio & Mensagem, que circula com data de 29 de Junho de 2009, o faturamento da mídia brasileira como um todo caiu 3,9% em abril em relação ao mesmo mês de 2008, dados do Projeto Inter-Meios. Apesar do resultado negativo, o desempenho no acumulado dos quatro primeiros meses do ano pode ser considerado satisfatório, com crescimento de 2,6% em relação a igual período do ano passado. Em números absolutos, os veículos faturaram R$ 5,98 bilhões entre janeiro e abril, contra os R$ 5,82 bilhões do ano anterior. O destaque, com a melhor performance, foi da internet, com crescimento de 25,6%. Destaque também para cinema (com resultado 12,1% superior ao dos quatro primeiros meses de 2008), mídia exterior (11,4%) e TV por assinatura (10,8%) - as únicas mídias a alcançar crescimento na casa dos dois dígitos. A TV aberta, que concentra 60% das verbas publicitárias, cresceu 6%, e o rádio, 3,4%. O período foi difícil para a mídia impressa, com queda de 9,2% no faturamento dos jornais, 5,4% no das revistas e 19,5% no de guias e listas. Os resultados completos estão publicados no site www.projetointermeios.com.br.

Nada otimista. A previsão foi feita por Alessandro Teixeira, para a revista de negócios Amanhã, que diz que vem aí uma segunda fase da crise. "Não estamos num momento pós-crise, mas sim num segundo momento de crise, com aumento do desemprego e queda nos níveis de consumo das famílias", explicou o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para ele, o arrefecimento dos negócios entre países deve ocasionar uma queda de 25% no comércio mundial em 2009. Teixeira não se considera pessimista. "Isso é ser realista. O bom é que o Brasil poderá se sair melhor quando comparado aos outros países. Estamos fazendo progressos importantes, tanto na economia quanto na infraestrutura e também na parte social".

Desmatamento em áreas indígenas. Segundo o Sistema de Proteção da Amazônia-Sipam o desmatamento nas terras indígenas de Rondônia, nas terras indígenas, alcança quase 70 mil hectares, 69.970 no total, desmatados. Mais de 10% desse número, 7.015 hectares, o foram na reserva Roosevelt, divisa com o Mato Grosso, que ocupa o 2° lugar no ranking de devastação ambiental. A reserva Uru Eu Wau Wau, região central do Estado, é a região com maior índice de devastação vegetal, 17 mil hectares destruídos, o equivalente a mil estádios de futebol do tamanho do Maracanã. A principal causa do problema é a invasão das terras por grileiros.

Aluguel, o vilão. A inflação acumulada nos 15 anos que o Plano Real completou o que equivale à variação que antes ocorria em poucos meses. Na medição do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a inflação de julho de 1994 até a terceira semana de junho deste ano foi de 207,69%. Um mês antes do surgimento do plano, em junho de 1994, a inflação medida pelo índice foi de 51%. A maior parte desta alta ocorreu nos primeiros cinco anos do Plano Real. Entre 20 itens que compõem os gastos das famílias, o aluguel foi o componente com a maior inflação nos últimos 15 anos, com variação de 633,5%. De julho de 1994 a junho de 1999, o IPC registrou alta de 69%. Nos cinco anos seguintes, a variação foi de 44,81% e nos último quinquênio encerrado em junho de 2009, o índice registrou alta de 25,58%. Da mesma forma que a inflação geral, a maior parte da alta nos preços dos aluguéis se concentrou nos cinco primeiros anos do Real. "Durante o processo de inflação muito elevada os aluguéis nunca conseguiram alcançar a inflação" analisou Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, de 1997 a 1999, e sócio-fundador da gestora de recursos Rio Bravo.
Salgado. As pessoas que foram ao Arraial Flor do Maracujá, mais uma vez, reclamam dos preços e também da improvisação e higiene das barracas. Já os barraqueiros dizem que não podem fazer os preços menores porque senão terão prejuízo certo e culpam os preços altos pelo custo das barracas. De qualquer forma, como se trata de uma festa popular, com os preços altos quem perde é o brilho da festa e o povo que não tem condições, muitas vezes, de voltar, de vez que, apesar dos pesares, a grana anda curta.

Polêmico. A avaliação sobre os efeitos da proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados, colocou de lados opostos trabalhadores e empresários. Enquanto as centrais sindicais destacam a medida como parte da solução da crise, as entidades patronais avaliam que a proposta deve encarecer o custo da produção, causando um aumento maior ainda das demissões. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, por exemplo, faz uma estimativas de que a redução da jornada pode causar um aumento entre 10% e 15% nos custos dos setores intensivos de mão de obra o que, num momento em que as empresas já enfrentam problemas de inadimplência elevada, podem resultar em maior desemprego. Não é o que afirma um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que considera que este impacto será de 2%, com um potencial de geração de até 2,2 milhões de empregos em todo o país num prazo de três anos após a implantação da medida. Como se sabe a última redução na jornada de trabalho foi garantida pela Constituição de 1988, que reduziu de 48 para 44 o número de horas trabalhadas pelos brasileiros por semana. À época, a medida não teve o impacto esperado na geração de novas vagas, em grande parte porque as empresas tentaram compensar a diminuição da carga horária com o pagamento de horas extras. Desta vez, para evitar que a medida tenha o mesmo efeito, o projeto prevê um acréscimo de 50% para 75% no valor da hora extra, tornando-a mais cara para obrigar as empresas a contratar novos funcionários

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