terça-feira, 7 de julho de 2009

TEIA DIGITAL



O outro lado. “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez” (Friedrich Nietzsche).

A todo vapor. A Assessoria de Comunicação da Santo Antônio Energia anunciando que o Grupo Industrial do Complexo Rio Madeira (Gicom), formado por seis empresas (Alstom, Andritz VaTech Hydro, Areva, Bardella e Siemens), responsável pela fabricação, transporte, comissionamento e teste dos equipamentos e do sistema de transmissão de uso restrito da usina hidrelétrica, que respondem pelas turbinas, 19 serão entregues pela Alstom, a Voith-Siemens fabricará 13 unidades e as outras 12 estão por conta da Andritz, já estão em fase de fabricação das primeiras. De fato o fornecimento de equipamentos abrange, além das turbinas, geradores, transformadores, reguladores de velocidade da turbina, e sistema de excitação da turbina, guindastes hidromecânicos (usado para montagem e manutenção da UHE), entre outros. Segundo a divulgação a turbina bulbo só é usada em três hidrelétricas no Brasil, mas nos Estados Unidos e Europa, é preferida, pois os rios são de planície, como o rio Madeira, dispensando grandes barragens. Na Santo Antônio a barragem terá a altura de um prédio de três andares, perto de 15 metros. Na UHE serão usadas 24 turbinas com quatro pás e 20 com cinco pás – cada uma dessas estruturas tem cerca de 7,5 metros de altura. O primeiro modelo com quatro pás é mais eficiente durante os períodos de cheia do rio Madeira, enquanto a turbina de cinco pás tem melhor aproveitamento durante os períodos em que o rio está mais vazio. A primeira de uma das 44 turbinas de bulbo com pá de 7,5 metros de altura já está pronta.

Destaque. Muito comentada, e elogiada, a posição do senador Expedito Junior que declarou ao jornal a Folha de São Paulo sobre os mototáxis “Não adianta tapar os olhos e achar que não existe e que não vai existir. Tem é que criar regras". É fato incontestável.

Top da Miolo.
A revista de negócios Amanhã informando, depois de quase oito anos de decantação, a Miolo lança oficialmente um vinho que custará US$ 100,00. O anúncio foi feito no últimoa sábado na sede da vinícola, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), num evento com a presença do renomado enólogo francês Michel Rolland. O especialista deu suporte técnico à produção do novo varietal, intitulado Sesmarias. Trata-se de um vinho feito a partir do corte de diferentes variedades de uvas viníferas, concebido no projeto Fortaleza do Seival, na Campanha Gaúcha. A bebida será a mais cara da Miolo, caracterizando-se como um novo ícone da empresa. Até agora, o vinho mais caro feito pela vinícola era o Lote 43, cujo preço está na casa dos R$ 80,00. O preço, nada modesto para os padrões brasileiros, se justifica pelo modo de produção, que é rico em detalhes - como, por exemplo, o cuidado para colher apenas cachos com menos de um quilo de uva. Assim como o seleto processo, o número de garrafas será limitado a apenas 4044 unidades - o equivalente a um pouco mais de 3 mil litros. Para os próximos lotes, o objetivo é não ultrapassar cinco mil garrafas. Apenas uma vez a Miolo havia feito tão poucas garrafas de um vinho. Foi em 1992, quando lançou seu primeiro produto, o Merlot Reserva. A venda do Sesmarias começará a ser feita em agosto pelo site da empresa. Quem comprar terá que esperar, já que a entrega será feita somente em março do ano que vem. Deste modo, a Miolo inova até mesmo no processo de comercialização. Será a primeira vinícola brasileira a adotar o modelo francês de venda de vinhos conhecido como "Vente de Vins en Primeur" - denominação que significa a reserva dos produtos antes mesmo de chegarem ao mercado.

Inevitável. Grande parte dos empresários de Porto Velho ainda não compreenderam que o seu mercado modificou-se irremediavelmente. Em outras palavras o modelo que sempre mantiveram de negócios ficou velho e é preciso, para sobreviver, inovar. O problema é que a inovação nos negócios é, ao mesmo tempo, bastante desejada e muito mal compreendida. Em especial porque requer que se largue a comodidade a que se estava acostumado e passe a se dar atenção a dois elementos-chave: o cliente (base de sustentação do negócio) e os parceiros da empresa. Será preciso, com base neles dois, buscar uma nova forma de trabalhar. Em Porto Velho é um fato que os clientes estão mudando muito. Não somente em função de preços, como de novas ofertas ou mesmo em face da migração, pois, cresceu a concorrência e urge atender as novas necessidades decorrentes de que a renda aumentou, mas, para outros segmentos que os tradicionalmente atendidos pelas empresas locais. Assim será preciso ser criativo e buscar formas de ir atrás de quem, hoje, está fazendo com que o faturamento de muitas empresas aumentem. Publicidade, pesquisa, prêmios e bons serviços serão, cada vez mais, essenciais.

Atenção às parcerias. Será preciso não só agregar valor para o cliente como também buscar uma gama de maneiras de combinar parceiros ao longo da cadeia de valor e definir quais investimentos devem fazer e quais benefícios devem receber. Não há formulas prontas para isto. È preciso partir do seu modelo de negócios, mas, é possível promover o aproveitamento de modelos de negócios inovadores existentes, adaptando-os a sua situação particular. Os sucessos com inovação em diversos casos de comércio e de serviços estão sendo constantemente divulgados em programas e revistas. De qualquer forma é preciso ver a razão pela qual o seu negócio está parado enquanto outros progridem. Qual a razão pela qual enquanto a renda aumenta no seu município os beneficios disto não estão chegando ao seu negócio. O fato real é que tem empresários ganhando muito dinheiro enquanto outros estão sofrendo com a estagnação e a inadimplencia. O problema é que pararam no tempo enquanto os outros avançam sobre os nichos de mercado que crescem.

Lucro inesperado. A queda histórica na cotação do dólar no último trimestre, de 15,7%, diminuiu a dívida total das empresas de capital aberto em moeda estrangeira, que até 31 de março, era de R$ 231,8 bilhões, para, em 30 de junho, o valor de R$ 195,4 bilhões - uma redução de R$ 36,4 bilhões. Os dados são da consultoria Economática. Como a dívida em moeda estrangeira representa, de acordo com a Economática, 48% do total de estoque da dívida financeira das companhias de capital aberto até o fim do primeiro trimestre as empresas estão respirando aliviadas. Segundo Fernando Exel, presidente da Economática, a economia com o dólar menor é enorme. "Para se ter uma ideia, é maior que o lucro Ebit (antes do pagamento de juros e impostos) aferido no primeiro trimestre, de R$ 31,4 bilhões", diz. As maiores beneficiadas, explica Exel, são as companhias que gastaram menos na operação de hedge - um instrumento que tem por objetivo proteger operações financeiras do risco de grandes variações de preço de um ativo. Quem desembolsou mais pensando na moeda americana em alta deixou de ganhar.

Ilustração: Rondoniaovivo. com.br

0 comentários: