Levanta. “A idade não é um pretexto para que se fique velho” (G.Slaterry).
Sem aftosa. O Chile reconheceu que sete estados brasileiros estão livres da febre aftosa que são Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Estes estados estão liberados para a exportação de carne para o país vizinho . O Chile também referendou o status sanitário do Rio Grande do Sul, que já era reconhecido como livre da doença
Efeitos da marolinha. A rede de frigoríficos Independência, um dos maiores exportadores de carne bovina do Brasil, anunciou a suspensão dos abates em suas unidades industriais. O motivo é a "falta de fluxo de caixa" com atrasos no pagamento dos pecuaristas. São dez plantas fechadas nos Estados de Mato Grosso (cinco unidades), Mato Grosso do Sul (duas), Goiás (uma), Minas Gerais (uma) e Rondônia (uma). Os animais que estavam na escala de abates foram devolvidos aos fornecedores e não há prazo para a retomada das atividades. Não foram divulgados os números dos demitidos. A situação, em decorrência da crise, já havia ocasionado antes o fechamento de uma unidade de abate em Campo Grande (MS) com 400 demissões e o remanejamento de outros cem funcionários para abatedouros em Nova Andradina e Anastácio (MS). Naquela ocasião, o Independência informou que a medida decorria da elevada "ociosidade industrial" da unidade - por falta de animais, menos de 60% da capacidade de abate (mil animais por dia) vinha sendo utilizada. Agora a paralisação foi geral.
Sem confiança. Um sintoma do reflexo da crise no Brasil é o fato de que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), segundo a série sem ajuste sazonal da Sondagem de Expectativas do Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), em fevereiro, recuou de 100,3 pontos em janeiro para 96,3 pontos. O desempenho neste mês retoma a trajetória de queda na confiança observada desde setembro, mas que havia sido suspensa em dezembro e janeiro. Para a FGV, houve piora tanto das avaliações sobre a situação presente quanto das expectativas em relação aos meses seguintes. Entre janeiro e fevereiro, a parcela dos consumidores que classificaram como boa a situação financeira da família subiu de 8,4% para 8,7%. O grupo dos que a consideraram ruim situou-se em 50,6%, acima dos 48,9% da leitura anterior. Em termos de expectativas futuras, a proporção dos que esperam gastar mais com bens duráveis nos próximos seis meses caiu de 8,0% no mês passado para 6,8% este mês. Já aqueles que vão reduzir os gastos representam agora 40,2% do total, na comparação com 38,1% em janeiro.
Merchandising. A Associação Brasileira de Shopping Centers - Abrasce - registrou um aumento acumulado de 46,8% no merchandising dos shoppings de todo o Brasil em 2008. Este dado comprova o crescimento desta ferramenta de marketing, bem como mostra o seu poder de influência na decisão de compras. Representando 18,3% das vendas praticadas no varejo, o total de faturamento dos shopping centers brasileiros em 2008 atingiu a cifra de R$ 64,6 bilhões, com crescimento de 11,4% sobre o ano de 2007. Os dados foram monitorados pela Associação, que realiza mapeamento mensal do mercado.
Nem sempre funciona. Com a crise financeira é muito lógico que os governos se voltem para políticas intervencionistas, o chamado keynesianismo. Várias nações latino-americanas e caribenhas estão anunciando seus próprios pacotes de estímulo fiscal para tentar amenizar a mais recente contração de crédito global como é um bom exemplo o Brasil. No entanto um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostra que as recessões são bem menos graves em países com espaço para adotar políticas monetárias e fiscais mais flexíveis. Isto, no entanto, não é algo que funcione em todos os países, uma vez que o sucesso depende das condições econômicas iniciais no momento da crise. O estudo alerta que países em que o governo acumulou pouca poupança durante os anos de boom das commodities terão um espaço de ação limitado para aumentar os gastos a fim de aliviar a recessão que se avizinha como resultado da crise atual. Qualquer tentativa de ampliar acentuadamente os gastos pode corroer a confiança em sua capacidade de pagar as dívidas no futuro.
Análise de políticas anticiclicas. O estudo do BID, "Lidando com uma contração internacional do crédito respostas de política econômica a paradas bruscas no fluxo de capital externo para a América Latina", examina respostas de política que foram bem-sucedidas em crises financeiras globais passadas e tira algumas lições importantes que podem esclarecer um pouco as opções de políticas que se apresentam para os países da região hoje. "Sem boas condições econômicas iniciais, os países têm um raio de ação limitado", disse Eduardo Cavallo, um dos economistas do BID que participaram do estudo. "Ainda assim, as condições iniciais não selam o destino. Decisões de política adequadas e apoio de organizações multilaterais podem ajudar a aliviar parte dessas limitações." O estudo encontrou que os países que foram capazes de adotar políticas fiscais e monetárias razoavelmente mais flexíveis após uma crise financeira tiveram uma redução do produto abaixo de 5%, enquanto nações com muito menos flexibilidade apresentaram contrações do produto acima de 10%. O estudo analisou respostas de política econômica de 19 países em desenvolvimento durante as crises Tequila, asiática e russa na década de 1990, períodos em que o aumento dos spreads nas taxas de juros nacionais e as reduções nos fluxos de capital afetaram um grande grupo de países emergentes ao mesmo tempoPolíticas anticíclicas bem-sucedidas durante crises financeiras funcionam quando o governo pode ampliar os gastos de maneira sustentável e conduzir políticas monetárias mais frouxas que não alimentem a inflação ou levem a problemas no balanço patrimonial nos setores público e privado quando ambos têm dívidas denominadas em dólares. A fonte da notícia foi o Maxpress Net.
Reguralização fundiária. A Medida Provisória nº 458 foi editada para simplificar a regularização de áreas da União na Amazônia Legal ocupadas por posseiros e considerada um dos carros-chefe do pacote de combate ao desmatamento. Porém, no Congresso, sua relatoria virou alvo de disputa entre o PMDB, o PT e a bancada ruralista que modificá-la de acordo com interesses de suas bases eleitorais. Para se ter uma idéia, até agora, 44 congressistas apresentaram 249 emendas à MP. O destino delas depende da escolha do relator, que, do ponto de vista eleitoral, será um cargo importante para os partidos, pois se tornarão conhecidos de um eleitorado maior. Pelos cálculos do governo, devem ser regularizadas 296 mil posses na Amazônia Legal, o que significa o interesse de, pelo menos, 1 milhão de eleitores, além de outros milhões que moram em 450 cidades criadas em cima de terras da União e que, com a MP, podem passar a ser donas dos terrenos. Uma das emendas, a da deputada Rita Camata (PMDB-ES), pega carona na MP para retirar do texto a expressão "Amazônia Legal", o que permitiria estender as determinações da medida a todo o País. Rita justifica: "O problema fundiário brasileiro, apesar de ser mais acentuado na Amazônia Legal, não se restringe a essa região, sendo, portanto, necessário expandir a abrangência da MP para todo o território." Ousadia não faltou, mas, se vai fazer efeito veremos depois.


















