domingo, 15 de janeiro de 2012

TEIA DIGITAL 14.01


Comecemos, pois. “A única alegria no mundo é começar. É belo viver, porque viver é começar sempre a cada momento” (Cesare Pavese).

Esclareceu, mas, o problema continua. Foi, sem dúvida, uma intervenção correta a da presidente da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia – CAERD, engenheira Márcia Cristina Luna, vindo à público esclarecer que as obras de saneamento básico de Porto Velho não são de responsabilidade da empresa que depende da obra concluída para assumir e levar água tratada a população da capital. Segundo ela “Apenas 35% da capital tem rede de abastecimento da CAERD. Os outros 65% precisam carregar baldes de água, quando os poços secam no verão”, ao citar que a responsabilidade pela execução da obra com recurso oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é a Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral (Seplan). A questão é que a paralisação continua a ser um sério problema para a população e, seja quem for que deva executar, no caso a Seplan, tem o dever de retomar a obra o mais breve possível pelos custos que recaem sobre grande parte da população da capital.

Acidentes de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou que ocorrem 1,3 milhão de acidentes de trabalho no Brasil anualmente. As principais causas são o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e as más condições nos ambientes e processos de trabalho. Ainda segundo a OIT, o Brasil é o quarto país em número de mortes por acidentes de trabalho, com 2.503 óbitos. Ele está atrás de China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090). Os quatro estão entre os oito mais populosos do mundo.

Nova linha. O Diário Oficial da União publicou ontem (13) a resolução do conselho curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que aprovou investimentos de R$ 300 milhões para a aquisição de material de construção. De acordo o governo, 33 milhões de brasileiros com carteira assinada que recolhem recursos ao FGTS terão direito a esta nova linha de crédito, mediante empréstimo a ser concedido pelos bancos, especialmente a Caixa Econômica Federal. A linha de crédito voltada para reforma e ampliação de imóveis residenciais é de até R$ 20 mil por pessoa, a uma taxa de 12% ao ano, num prazo de 120 meses. De acordo com o assessor especial do Ministério do Trabalho e Emprego, Paulo Furtado, é a taxa mais barata do mercado. Os recursos poderão ser usados também para a aquisição de materiais específicos como de aquecimento solar, hidrômetros e equipamentos que melhorem a sensibilidade das pessoas com necessidades especiais. Segundo Furtado, a Caixa tem 30 dias para regulamentar esta medida. A expectativa é que, a partir da primeira quinzena de fevereiro, esses recursos estejam disponíveis para acesso do trabalhador.

Bloqueio de telemarketing. Há pelo menos um milhão de brasileiros que não aceitam receber ofertas de produtos e serviços via telefone. Esta é a quantidade de consumidores cadastrados na lei do bloqueio de telemarketing, em vigor desde 2009. O número pode parecer pouco expressivo, principalmente se comparado às mais de 276 milhões de linhas telefônicas ativas, entre fixas e móveis, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas, é um desafio para as marcas que veem no canal uma oportunidade para gerar negócios e estreitar o relacionamento com os clientes. Criada em São Paulo, a lei número 13.226/2008 hoje está presente também em outros quatro estados – Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Espírito Santo –, além da cidade de Joinville, em Santa Catarina, e vê a base de cadastrados crescer constantemente. Entre abril de 2009 e junho de 2010, mais de 380 mil pessoas aderiram à lista para não receber este tipo de ligação, de acordo com dados do Procon. Quando comparado ao mercado norte-americano, no entanto, o Brasil apresenta resultados tímidos. Em 2003, um projeto semelhante foi implementado nos Estados Unidos e, naquele período, contava com uma lista de 50 milhões de linhas telefônicas que desejavam o bloqueio.

São Paulo reúne 85% das linhas bloqueadas. A discrepância entre os números é um retrato fiel da diferença do telemarketing praticado nos dois países. “Nos Estados Unidos, você muda de residência e a informação é compartilhada. Automaticamente, recebe uma correspondência ou ligação oferecendo instalação de TV a cabo, gás, linha fixa. O acesso à informação permite que as empresas façam ofertas e o norte-americano está habituado a isso”, diz Arthur Guitarrari, gerente de marketing da ZipCoded. Por ser o local de origem da lei, São Paulo é o estado que mais reúne consumidores cadastrados, somando 85% das linhas bloqueadas, seguido por Paraná (10%) e Rio Grande do Sul (4%). Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina somam, juntos, 3%. Em relação à idade, há uma concentração de 43% que possuem de 31 a 50 anos, de acordo com dados levantados pela ZipCode. É a população economicamente ativa, mais suscetível a receber estas ligações. As notas sobre telemarketing tem origem em matéria da Exame de Sylvia Sá.

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