quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
TEIA DIGITAL
Bordado real. "...tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima do invisível é a mais sutil obra deste mundo, e acaso do outro" (Machado de Assis).
Crescimento do comércio. Depois da frustração com as vendas de Natal, bem abaixo do esperado, o comércio brasileiro, que, de qualquer forma deve ter crescido cerca de 5%, em 2011, deve crescer de 4,5% a 5% também em 2012, segundo prognóstico apresentado pelo presidente da Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior. Se confirmada, a expansão será maior do que a de outros setores de atividade e também deve ficar acima do crescimento do país (o PIB, previsto para um intervalo de 3% a 3,5%). Segundo Pellizzaro, "O comércio deve puxar a economia em 2012", disse. Quem concorda e afirma que, em Rondônia, iremos ter um crescimento das vendas por volta de 7% é o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, Raniery Araújo, que acredita que o comércio, no Estado, deve ter um crescimento bem acima dos demais setores.
Vale tudo eleitoral. O governador Confúcio Moura acertou ao dizer que “... política não conserta malandro. Ele piora”. Mas, não quando diz ser “na eleição que se exercita em primeiro lugar os princípios da ética”. Lembro que, ele mesmo, é cobrado por promessas que, no calor da luta, fez. Eleição é guerra mesmo. Na hora, por enquanto, ainda existe é o vale tudo. Depois, ao se governar, muda de figura, a responsabilidade, de quem tem o leme na mão, freia as promessas e as realizações. A Justiça Eleitoral tem feito sua parte, mas, as regras precisam mudar para que o país mude. Eleição ainda é para quem tem dinheiro e faz clientelismo, infelizmente.
Tendência para 2012. A necessidade de computador e linha telefônica tem sido uma barreira ao avanço da internet. No Brasil, mesmo que as operadoras serviços já há sete anos serviços que permitem acessar o mundo virtual a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, o seu uso ainda é ínfimo. Segundo dados de setembro da Comscore, só 1% das páginas visitadas do t tráfego de internet no Brasil são feitas a partir aparelhos como iPad ou iPhone. Quando a taxa chega a 7% nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Mas, em 2012, a história tende a mudar. Com o interesse dos gigantes do setor no país, como Amazon e Apple, e a redução dos custos de acesso a partir de dispositivos móveis, o mercado aposta que smartphones, tablets, como o iPad, e leitores digitais, como o Kindle, serão a porta de entrada de muitos mais brasileiros para o mundo digital. Só em 2011, o Brasil adquiriu 450.000 tablets, de acordo com as estimativas da IDC, empresa de pesquisas e análise de mercado. Para 2012, esta cifra pode dobrar, chegando a 1 milhão de dispositivos vendidos no país.
Cresce investimentos em publicidade. Apesar da forte desaceleração da economia no terceiro trimestre de 2011, o mercado publicitário brasileiro deve fechar o ano com um crescimento de 8% a 9% em relação a 2010. De janeiro a outubro, os investimentos na compra de espaço nos veículos de comunicação somavam R$ 22,8 bilhões, um avanço de 7,96% sobre o mesmo período de 2010. Os dados foram divulgados pelo Projeto Inter- Meios, coordenado pelo grupo Meio & Mensagem (M&M), e mostram certa recuperação nos gastos dos anunciantes com mídia neste último trimestre — até setembro, estes investimentos cresciam a uma taxa de 6,96%. Num ano sem grandes eventos e que foi também o primeiro dos novos governos é considerado um crescimento consistente e que deve alavancar os próximos anos com os eventos da Copa e da Olimpíada.
Internet é o meio que mais cresce. É um crescimento menor que o de 2010, um dos anos mais pujantes da publicidade nacional, em que o mercado cresceu 17,5%. Mas, considerando que 2011 ainda foi marcado pelo recrudescimento da crise internacional, a evolução do mercado no ano esta sendo comemorada, inclusive por ter chegado muito próximo ao crescimento previsto no início do ano, que foi de 10% — diz José Carlos Salles Neto, presidente do grupo M&M. Além da compra de mídia, se consideradas as comissões das agências e gastos com produção, design e outros custos, o mercado publicitário movimentou, em 2011, algo próximo de R$ 40 bilhões. A internet continuou sendo o meio em que os investimentos mais crescem — 22,2% até os dez primeiros meses de 2010. Com R$ 1,14 bilhão recebidos de anunciantes, a fatia da internet chegou a 5% do bolo total. Embora com uma participação ainda pequena, Luiz Lara, da Abap, conta que há uma discussão no Projeto Inter-Meios, que é mantido pelos veículos de comunicação, para se “abrir” mais os dados dos investimentos publicitários na internet. Segundo ele, “A ideia é medir a força das marcas das mídias tradicionais (jornais, revistas e TVs abertas) no mundo on-line. Vamos levantar essas duas vias para entender melhor o bolo publicitário da internet”.Também com participação pequena, a TV por assinatura é a segunda mídia em que os investimentos mais cresceram — alta de 17,47%, atingindo R$ 944,4 milhões até outubro, o que representa uma fatia
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