domingo, 8 de janeiro de 2012
TEIA DIGITAL
Amor atemporal. “Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você... Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais” (Ana Jacomo).
Confiança menor. O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio-ICEC relativo a dezembro de Porto Velho pela segunda vez seguida caiu, pois, em outrubro, foi de 145,6 pontos, caindo, em novembro, para 145,4 e, em dezembro, para 140,3 pontos, ou seja, uma queda de 7%. Entre os três componentes do índice a queda maior foi relativa ao Índice de Investimentos do Empresário do Comércio-IIEC que recuou -9,9%, seguido do Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio-ICAEC, com queda de -7,7%, e, por fim, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio-IEEC com uma queda de -4,4%. As greves longas dos Correios e dos bancos, sem dúvida, influíram no faturamento e nas compras e, em muitos casos, como artigos de Natal e vestuário os clientes reclamaram da falta de opções. Os empresários, pelo jeito, ficaram com receio de começar o ano com estoques elevados e contas a pagar.
APL de móveis na Amazônia. Criar as condições favoráveis ao desenvolvimento da cadeia produtiva de móveis na região amazônica brasileira este é um dos objetivos de uma rede de serviços tecnológicos que oferece treinamento e capacitação para micro e pequenas empresas da indústria moveleira que atuam na região. O projeto, que conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), veio suprir a necessidade de capacitação dos empreendimentos que, em grande parte, realizavam a extração e venda da madeira em forma bruta ou ainda fabricavam os móveis de modo rudimentar -- o que, por não agregar valor aos produtos, tornava o setor menos atrativo em relação a outras indústrias locais como a do turismo, pesca ou agricultura. "A importância em trabalhar a madeira vai no sentido de valorizar a cadeia produtiva sustentável da região", diz Rosenely Diegues, Analista de Programa do PNUD Brasil. Inicialmente implementado nos estados do Amazonas e do Pará, o projeto possui uma rede de instituições parceiras que fornecem assessoria para 240 micro e pequenas empresas. Atualmente, são 22 universidades, centros de tecnologia e pesquisa, sindicatos e secretarias de estado que fornecem capacitação e consultoria aos empreendimentos locais em diversas áreas como cooperativismo, gestão de negócios, produção moveleira e até manejo sustentável de florestas.
Impacto positivo. A estratégia da rede, que conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), é organizada por arranjos produtivos locais, como são conhecidos os núcleos regionais de desenvolvimento. Fazendo uso da inovação tecnológica e dos serviços prestados pelas instituições parceiras, os arranjos são voltados para a geração de emprego e renda e para a promoção do desenvolvimento socioeconômico regional. Entre as parcerias internacionais do projeto estão o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Cosmob, centro tecnológico italiano referência no setor de madeira e móveis, que formou seis profissionais da região em design moveleiro, em 2010. Para o consultor do PNUD, Alessandro Costa, a capacitação no exterior trouxe um impacto positivo ao mercado de design na cidade de Belém. "Hoje, eles atuam como consultores das empresas que o projeto atende, e alguns já até abriram o próprio negócio", diz.
Não foi tão bom. O Natal de 2011 para o varejo foi "decepcionante", na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior. Segundo ele, a categoria esperava um crescimento em torno 8% nas vendas a prazo, mas a expansão em dezembro na comparação com o ano anterior foi de apenas 2,42%. "O Natal foi decepcionante, ficou aquém do que a gente esperava. Houve uma frustração especial em relação à linha branca", afirmou o executivo. De acordo com Pellizzaro, grande parte do décimo terceiro salário dos trabalhadores foi usada para a quitação de dívidas, tanto que a recuperação de crédito - retirada do nome do SPC - cresceu 1,26% em dezembro, algo incomum para o último mês do ano. Para o presidente da CNDL, houve transferência de compras, ou seja, muita gente deixou de comprar em dezembro para aproveitar as liquidações de janeiro. Ainda assim, Pellizzaro considerou positivo o crescimento de 4,79% no acumulado das vendas a prazo de 2011, por ter ocorrido sobre uma base de comparação já elevada. Para 2012, a CNDL espera uma expansão de 4,5% nas vendas, impulsionadas pelo crescimento do salário mínimo, pela queda na taxa de juros e pela estabilização da inflação. "Comércio deve ser mais uma vez a grande locomotiva que vai puxar o PIB nacional", completou.
Nem tão ruim. O crescimento do movimento dos consumidores nas lojas em todo o País em 2011 foi de 8,7%, ritmo menor que os 10,3% verificados no ano anterior, informou a Serasa Experian no seu Indicador de Atividade do Comércio. Em dezembro, o movimento nas lojas foi 1,9% maior que no mês anterior (com ajuste sazonal) e 6,9% acima do verificado em dezembro de 2010. A pesquisa reflete o volume de consultas mensais realizadas por cerca de 6 mil empresas comerciais. A alta de 2011 foi puxada, de acordo com a Serasa Experian, pelo setor de material de construção, que cresceu 10,9% em comparação ao ano anterior.
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